O presidente da Abrava, Wallace Landim, anunciou uma paralisação nacional nos portos a partir da 0h desta segunda-feira (13 de julho de 2026). O movimento busca pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a incluir a votação da MP 1.343 na pauta da Casa Alta. A categoria exige uma definição sobre as regras do frete rodoviário antes que o texto perca sua validade legal.
Paralisação nos portos
A mobilização dos caminhoneiros ocorre após a aprovação do texto na Câmara dos Deputados em 17 de junho, sob relatoria do deputado Zé Trovão. O projeto original sofreu alterações significativas, incluindo a anistia de multas aplicadas a motoristas que participaram de bloqueios em rodovias no ano de 2022. A proposta também estabelece novos mecanismos de fiscalização para o piso mínimo do frete e revisa a metodologia de cálculo baseada em custos operacionais como combustíveis, seguros e manutenção.
A medida provisória em questão define um piso salarial nacional de R$ 5.000 para motoristas contratados pelo regime da CLT. O texto possui prazo de validade até a próxima quinta-feira (16 de julho de 2026), o que gera urgência na tramitação legislativa. Caso o Senado Federal não aprove a matéria até terça-feira (14 de julho de 2026), a proposta perderá sua eficácia jurídica, frustrando as expectativas da categoria que coordena o protesto.
Votação da MP 1.343
Wallace Landim afirmou em vídeo divulgado na noite de domingo (12 de julho de 2026) que a responsabilidade pela paralisação recai sobre a gestão de Davi Alcolumbre. O líder da Abrava declarou que a categoria não aceitará a perda da medida provisória e manterá a pressão até que a votação esteja assegurada. Segundo o dirigente, a orientação aos motoristas é evitar viagens a partir da 0h desta segunda-feira para acompanhar o desenrolar das negociações políticas em Brasília.
Empresas e associações ligadas à indústria e ao agronegócio manifestaram preocupação com o impacto das novas regras no cenário logístico nacional. O setor produtivo argumenta que o endurecimento da fiscalização e as mudanças no cálculo do frete podem elevar os custos operacionais e gerar insegurança jurídica. O impasse entre os caminhoneiros e o Senado Federal reflete a tensão sobre a viabilidade econômica do transporte de cargas no país.
Exigências dos caminhoneiros
Os caminhoneiros pretendem monitorar a pauta do Senado Federal até terça-feira para decidir os próximos passos do movimento. A categoria aguarda uma sinalização oficial sobre a votação da MP 1.343 para avaliar a continuidade ou o encerramento da paralisação nos portos. O desfecho depende exclusivamente da articulação política conduzida por Davi Alcolumbre junto aos demais senadores.
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