O ministro da Defesa, José Múcio, desembarcou na Venezuela nesta terça-feira (30/6) para coordenar ações de assistência humanitária. O governo brasileiro enviou cinco aeronaves da Força Aérea Brasileira contendo medicamentos, purificadores de água e um hospital de campanha para atender as vítimas dos recentes abalos sísmicos.
Missão humanitária na Venezuela
A comitiva brasileira inclui a vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês da Silva Magalhães, e o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Henrique Alves Rabelo. O grupo realizou reuniões com a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e com o ministro da Defesa venezuelano para alinhar o suporte técnico. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do Brasil em oferecer todo o auxílio possível durante cerimônia oficial no Palácio do Planalto.
Os terremotos registrados na noite de quarta-feira (25/6) causaram a morte de 1.943 pessoas e deixaram 10.571 feridos, segundo dados do governo venezuelano. Equipes de resgate conseguiram salvar 6.000 sobreviventes dos escombros, mas a Organização das Nações Unidas estima que 50.000 indivíduos permanecem desaparecidos. Os tremores atingiram a região norte do país, incluindo Caracas, sendo classificados como os mais intensos registrados na nação em mais de um século.
Ajuda brasileira após terremotos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou um minuto de silêncio em homenagem às vítimas durante o evento oficial em Brasília. O ministro José Múcio declarou após os encontros diplomáticos que o Brasil permanece à disposição para colaborar com o processo de reconstrução das áreas devastadas. A operação brasileira mobiliza bombeiros militares, especialistas da Defesa Civil e técnicos da Anatel para restabelecer a infraestrutura básica nas regiões afetadas.
A empresa J&F contribuiu com a doação de 50 toneladas de alimentos para auxiliar a população atingida pelos desastres naturais. O Mercosul também manifestou solidariedade oficial ao governo venezuelano diante da crise humanitária provocada pelos abalos sísmicos contínuos. A logística de transporte de mantimentos e equipamentos médicos segue sob responsabilidade da Força Aérea Brasileira, que mantém o fluxo de aeronaves entre os dois países.
José Múcio na Venezuela
O governo brasileiro deve manter as equipes de resgate e o hospital de campanha na região para garantir o atendimento médico emergencial aos feridos. As autoridades dos dois países continuam avaliando as necessidades de infraestrutura para o planejamento das próximas etapas de reconstrução urbana. Novas operações de auxílio dependem da evolução do cenário sísmico, que ainda apresenta abalos na região norte da Venezuela.
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