A ministra dos Esportes e da Juventude, Marina Ferrari, confirmou nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, a morte de pelo menos 40 pessoas por afogamento na França. Os óbitos ocorreram em áreas sem supervisão durante os últimos dias de calor intenso que atingem o território francês. Entre as vítimas fatais, consta uma menina de 13 anos que se afogou no rio Sena, na região de Fontaine-le-Port, no domingo, 21 de junho.
Onda de calor na França
O país enfrentou nesta terça-feira o dia mais quente de sua história, com a estação de Pissos, em Landes, registrando a marca de 44,3 °C. Mais da metade das regiões francesas operam sob o nível máximo de alerta meteorológico, o que forçou o fechamento de centenas de escolas. O fenômeno climático, classificado como um “domo de calor”, é alimentado por uma massa de ar quente vinda do Saara e pelo sistema de alta pressão conhecido como “anticiclone africano”.
A situação de emergência climática estende-se por diversos países europeus, com alertas vermelhos emitidos na Espanha, Itália, Suíça, Luxemburgo, Reino Unido e Alemanha. Na Espanha, a Agência Estatal de Meteorologia prevê temperaturas de até 44 °C, enquanto o Met Office britânico estima máximas de 38 °C para partes da Inglaterra e do País de Gales. Na região do País Basco, em San Sebastián, os termômetros devem atingir 40 °C, valor que representa quase o dobro da média habitual para o período.
Mortes por afogamento na Europa
Marina Ferrari declarou à rádio francesa que a população não deve tratar a busca por refresco em rios e canais como uma atividade recreativa segura. A ministra enfatizou que muitas pessoas ignoram os perigos ao entrar em águas sem qualquer tipo de supervisão profissional. O primeiro-ministro francês também confirmou os óbitos, ressaltando que a maioria das vítimas fatais registradas nos últimos cinco dias é composta por jovens.
O histórico meteorológico da Météo-France aponta uma aceleração na frequência de eventos extremos, com 34 das 51 ondas de calor registradas desde 1947 ocorrendo após o ano 2000. Cientistas vinculam a recorrência desses episódios às mudanças climáticas provocadas pela queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás. O Met Office estima que o calor extremo atual possui uma probabilidade dez vezes maior de ocorrer do que em períodos anteriores devido a esses fatores ambientais.
Recordes de temperatura em 2026
As autoridades meteorológicas europeias mantêm os alertas vermelhos ativos para os próximos dias, prevendo a persistência da massa de ar quente estagnada sobre o continente. A população deve acompanhar as atualizações diárias emitidas pelos serviços oficiais de cada país para monitorar as variações de temperatura. O fechamento de instituições de ensino e restrições de acesso a áreas de risco permanecem como medidas preventivas vigentes nas regiões mais afetadas pelo calor extremo.
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