JD Vance negocia acordo com Irã na Suíça

JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, liderou a delegação norte-americana em uma reunião de 80 minutos com representantes iranianos na Suíça, neste domingo, 21 de junho. O encontro marcou a primeira rodada de negociações após a assinatura de um memorando de entendimento voltado para um acordo de paz abrangente no Oriente Médio. A conversa ocorreu em um cenário de tensão elevada devido ao impasse militar envolvendo o Hezbollah e Israel no território libanês.

Negociações EUA e Irã

A delegação do Irã, chefiada pelo chefe do Parlamento MB Ghalibaf, condicionou o avanço das tratativas ao encerramento imediato das hostilidades em todas as frentes de batalha. O governo iraniano anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz como represália aos ataques realizados por Israel no Líbano no sábado, 20 de junho. O memorando de entendimento previa originalmente a manutenção do tráfego livre na região pelo período de 60 dias, prazo agora colocado em risco pela escalada bélica.

Esmaeil Baqaei, porta-voz do ministério das relações exteriores do Irã, detalhou que as discussões na Suíça abordaram a liberação de fundos iranianos congelados no exterior e isenções para a exportação de petróleo. O país busca reverter o bloqueio econômico imposto por sanções dos Estados Unidos como parte das exigências para a continuidade do processo diplomático. O parágrafo 1 do memorando, que exige o fim da guerra no Líbano, foi apontado como a cláusula fundamental para qualquer progresso na fase de negociação do acordo final.

Conflito no Líbano

O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos atacarão o Irã com força superior à utilizada na semana passada caso o país não interrompa o apoio ao Hezbollah. Em resposta, MB Ghalibaf declarou que o governo iraniano não considera as ameaças norte-americanas e que suas forças armadas estão preparadas para responder de outra maneira. Por outro lado, JD Vance manifestou otimismo antes da reunião, classificando as tratativas como um progresso significativo para a transformação das relações diplomáticas na região.

O governo de Israel mantém uma postura rígida em relação à sua presença militar no território libanês, desafiando as pressões internacionais por uma retirada. O ministro da Defesa, Israel Katz, reiterou que o país não abandonará a zona de segurança estabelecida no Líbano e agirá sem restrições para eliminar ameaças. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu endossou a decisão de manter as tropas israelenses em posições estratégicas, ignorando as exigências iranianas apresentadas durante o diálogo na Suíça.

Diplomacia no Oriente Médio

As partes envolvidas aguardam a implementação das disposições contidas no memorando para definir os próximos passos da diplomacia internacional. O governo iraniano mantém a exigência de cessar-fogo no Líbano como pré-requisito para a reabertura do Estreito de Ormuz e a continuidade das negociações com a administração de Donald Trump.

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