Governo dos EUA sanciona empresas e nora de Raúl Castro

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, novas sanções contra cinco empresas cubanas e contra Annalie Lilliam Rueda Cardero. A cidadã é esposa de Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro, e foi incluída na lista de restrições de Washington.

Sanções contra empresas cubanas

As sanções atingem diretamente o conglomerado GAESA, controlado pelas Forças Armadas de Cuba e apontado como principal fonte de recursos do Estado. Entre as companhias penalizadas estão a Almacenes Universales, a financeira Rafin, o Banco Financiero Internacional, a Geominera e a Empresa Siderúrgica José Martí. O governo americano justifica a medida como uma estratégia para pressionar a administração cubana diante da atual escassez de alimentos e combustíveis.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que as sanções visam desmantelar estruturas que sustentam economicamente o governo de Cuba. O governo americano alertou que instituições financeiras e empresas estrangeiras que mantiverem relações comerciais com as entidades listadas também poderão sofrer medidas punitivas. O GAESA é classificado por Washington como o principal vetor utilizado pelas elites para concentrar recursos na ilha.

Restrições financeiras ao GAESA

Marco Rubio afirmou que o conglomerado militar serve para que as elites do regime roubem os poucos recursos disponíveis para a população. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, criticou a decisão através das redes sociais. O chanceler classificou a política americana como um crime destinado a sufocar a economia do país e apertar o cerco contra a nação.

A economia cubana enfrenta atualmente a pior crise das últimas décadas, caracterizada por apagões frequentes e dificuldades severas no abastecimento básico. O governo de Cuba nega as acusações de má gestão e aponta o bloqueio econômico como a causa principal da instabilidade social. A tensão entre os dois países permanece elevada enquanto o presidente Donald Trump mantém a postura de endurecimento contra o regime.

Crise econômica em Cuba

O governo dos Estados Unidos sinalizou que continuará monitorando as atividades do GAESA e de seus parceiros comerciais. Novas medidas restritivas podem ser adotadas caso instituições estrangeiras persistam em transações com as empresas sancionadas. A situação segue como um ponto central na política externa americana para a região do Caribe.

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