O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (11.jul.2026) durante uma transmissão ao vivo que a taxação total sobre a carne bovina brasileira exportada para a China alcançaria 62%. O parlamentar, que é pré-candidato à Presidência, cometeu um erro matemático ao somar a nova sobretaxa de 55% com a alíquota base de 12%, cujo resultado correto é 67%.
Tarifas da China
A medida restritiva foi anunciada pelo Ministério do Comércio da China em 31 de dezembro de 2025 e entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2026. A regra estabelece uma sobretaxa de 55% para volumes que excedam a cota de importação definida pelo governo chinês para o Brasil e outros países exportadores. O senador Flávio Bolsonaro declarou que pretende buscar a Embaixada da China no Brasil para tentar reverter a decisão comercial.
O sistema de cotas isentas da nova tarifa beneficia o Brasil com o maior volume permitido, totalizando 1,1 milhão de toneladas para o ano de 2026. Segundo dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), o país exportou 1,5 milhão de toneladas para o mercado chinês até novembro de 2025. Com base nesses números, cerca de 400 mil toneladas do produto brasileiro ficarão sujeitas à tarifa adicional de 55% durante o período de vigência da norma, que terá validade de 3 anos.
Carne bovina brasileira
O parlamentar responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas dificuldades enfrentadas pelo setor exportador brasileiro. Flávio Bolsonaro classificou a situação como uma demonstração de incompetência e afirmou que o governo federal deve assumir o problema. O senador também mencionou que tentou convencer autoridades dos Estados Unidos a não ampliarem tarifas sobre produtos brasileiros durante uma viagem recente, atribuindo a decisão norte-americana a motivações políticas.
O setor exportador de carnes enfrenta um novo cenário de custos com a política protecionista adotada por Pequim. O governo chinês justificou a aplicação da sobretaxa após uma investigação concluir que o volume crescente de importações causava prejuízos à sua indústria doméstica de carnes. As cotas estabelecidas pelo governo chinês possuem previsão de ampliação gradual até o ano de 2028, afetando diretamente a competitividade do agronegócio nacional no mercado asiático.
Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro informou que pretende formalizar questionamentos junto à representação diplomática chinesa em Brasília. Não houve manifestação de outros órgãos oficiais sobre as declarações do parlamentar até a publicação desta matéria.
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