O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio ao presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026. A declaração ocorre após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o bloqueio de R$ 119.216.703,15 em bens do dirigente partidário.
Bloqueio de bens
A decisão judicial integra uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de desvio de verbas públicas. Segundo o ministro Flávio Dino, o presidente do Partido Liberal teria utilizado sua influência para direcionar recursos de emendas de comissão e da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para interesses privados. O magistrado aponta que Valdemar Costa Neto contava com autonomia para distribuir verbas conforme sua cota pessoal.
A investigação da Polícia Federal aponta a participação de três servidores da Câmara dos Deputados no esquema. Mariângela Fialek, Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto teriam atuado na operacionalização de 21 emendas parlamentares. O montante total bloqueado pela Justiça soma exatamente R$ 119.216.703,15, valor que a autoridade policial vincula à coordenação de Valdemar Costa Neto.
Valdemar Costa Neto
Flávio Bolsonaro utilizou as redes sociais para classificar a atuação da Polícia Federal como seletiva e afirmou que a corporação busca constranger adversários políticos do atual governo. O senador declarou que Valdemar Costa Neto saberá responder aos questionamentos levantados pelo Supremo Tribunal Federal. O parlamentar também defendeu que a atuação política do presidente do Partido Liberal junto aos deputados da sigla é uma prática natural.
O cenário político nacional enfrenta novos desdobramentos com a investigação que atinge a cúpula do Partido Liberal. A movimentação judicial ocorre em um período de intensa fiscalização sobre o uso de emendas parlamentares no Congresso Nacional. O bloqueio de bens visa garantir o ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam confirmadas ao final do processo judicial.
Flávio Bolsonaro e PF
As partes citadas na decisão do ministro Flávio Dino ainda podem apresentar recursos ou defesas técnicas perante o Supremo Tribunal Federal. O andamento do inquérito segue sob sigilo parcial, conforme os trâmites da corte. Novas informações sobre o caso devem ser disponibilizadas nos canais oficiais de comunicação do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal.
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