Yunes Natal Menezes Coelho, estudante de Engenharia Biomédica do Ensino Einstein, desenvolveu um projeto de pesquisa focado no tratamento de feridas crônicas. O trabalho, realizado em São Paulo e divulgado nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, utiliza a tecnologia de impressão 3D para criar suportes regenerativos. A iniciativa busca oferecer alternativas terapêuticas para complicações comuns em pessoas que convivem com o diabetes.
Biomaterial para feridas
O projeto de iniciação científica conta com a orientação de Roger Borges, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. A metodologia combina a bioengenharia com o uso de materiais piezoelétricos, capazes de converter estímulos mecânicos em sinais elétricos. O estudo também incorpora substâncias como o óleo de semente de uva, que possui potencial auxiliar no processo de cicatrização de tecidos lesionados.
A pesquisa recebeu suporte financeiro por meio de uma bolsa concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto, intitulado “Impressão 3D de scaffolds piezoelétricos associados com fitoterápicos para regeneração”, foca na criação de estruturas chamadas scaffolds. Esses suportes funcionam como uma base física que estimula o crescimento celular e a recuperação da pele em áreas afetadas por feridas de difícil cura.
Impressão 3D regenerativa
Yunes Natal Menezes Coelho afirma que a motivação principal surgiu ao observar o sofrimento do avô, que possui diabetes e enfrenta lesões persistentes. O estudante destaca o desejo de criar uma solução prática para auxiliar pacientes com condições semelhantes. Roger Borges ressalta que a trajetória acadêmica do aluno demonstra como vivências pessoais podem ser convertidas em perguntas científicas relevantes e investigações laboratoriais estruturadas.
Pacientes com diabetes frequentemente apresentam feridas crônicas que exigem tratamentos prolongados e complexos devido à dificuldade de regeneração tecidual. A aplicação clínica dessa tecnologia visa reduzir o impacto dessas lesões na qualidade de vida dos enfermos. O desenvolvimento de novos biomateriais representa um avanço na área da engenharia biomédica voltada para a saúde pública e o tratamento de doenças metabólicas.
Pesquisa Einstein diabetes
O cronograma de desenvolvimento prevê que o biomaterial evolua para um produto de aplicação direta, como um gel ou uma pomada. A expectativa científica é que o material, ao ser estimulado por ultrassom, gere sinais elétricos localizados para ativar respostas celulares específicas. O projeto segue em fase de investigação laboratorial sob a supervisão do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.
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