O Volkswagen Group analisa a possível venda de subsidiárias e a reestruturação de suas operações globais em 2 de julho de 2026. A empresa não negou oficialmente os relatos sobre a alienação de marcas como a Ducati e a abertura de capital da Lamborghini. O conglomerado sediado em Wolfsburg busca alternativas para financiar um plano de transformação corporativa diante de um modelo de negócios considerado defasado.
Venda de marcas
A estratégia de reestruturação inclui a possível venda de ativos estratégicos para levantar capital imediato. O Volkswagen Group já concretizou a venda de sua participação majoritária no negócio de motores marítimos a diesel Everllence, operação que rendeu aproximadamente € 7,4 bilhões. Além disso, a parceria de direção automatizada entre a unidade de software CARIAD e a empresa Bosch pode ser encerrada, apesar de um investimento prévio de € 1,5 bilhão.
O plano de reorganização organizacional pode resultar no fechamento de quatro fábricas e no corte de 100.000 empregos em diversas unidades. O modelo de negócios tradicional, que concentrava o desenvolvimento na Alemanha e a produção na Europa para exportação, é apontado pela companhia como ineficiente. Em julho de 2025, o então CEO da Porsche, Oliver Blume, comunicou aos funcionários por e-mail que o formato operacional vigente não apresentava mais sustentabilidade.
Reestruturação Volkswagen
Oliver Blume, que atualmente lidera o Volkswagen Group, reforçou que todas as marcas sob o guarda-chuva corporativo devem passar por uma transformação profunda. A empresa declarou que um realinhamento está em curso para adaptar a estrutura às novas demandas do mercado automotivo. A saída da Porsche do capital da Bugatti Rimac marcou o encerramento de uma era, retirando a marca Bugatti do controle do grupo pela primeira vez desde 1998.
O setor automotivo europeu observa com atenção as mudanças, visto que o Volkswagen Group representa um dos maiores empregadores da região. A possível transição da Lamborghini para uma empresa de capital aberto permitiria ao grupo manter o controle através da subsidiária Audi, enquanto atrai investidores externos. A instabilidade financeira em Wolfsburg reflete a pressão sobre montadoras tradicionais para reduzir custos e investir em novas tecnologias de mobilidade.
Cortes de empregos
Os desdobramentos da crise dependem de decisões administrativas internas que ainda não foram oficializadas pela diretoria do grupo. A empresa mantém o processo de revisão de ativos e não forneceu um cronograma definitivo para as demissões ou fechamentos de plantas industriais. O mercado aguarda comunicados oficiais sobre a continuidade das negociações envolvendo a Ducati e outras unidades de negócio.
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