Moradores de Caracas e La Guaira enfrentam dificuldades extremas para localizar sobreviventes após dois fortes terremotos atingirem a Venezuela na última quarta-feira. A população local realiza buscas manuais em escombros de centenas de edifícios desabados, enquanto aguarda a chegada de maquinário pesado e equipes especializadas do governo.
Terremotos na Venezuela
A presidente em exercício Delcy Rodríguez afirmou que os esforços de resgate ocorrem sem descanso e priorizam a localização de pessoas vivas. Contudo, a resposta estatal é alvo de críticas severas, com manifestantes vaiando a autoridade durante visitas às áreas mais atingidas pelos tremores. O descontentamento cresce à medida que o tempo passa e a decomposição de corpos sob os escombros se torna uma realidade trágica.
O balanço oficial dos terremotos aponta 1.450 mortos e 3.150 feridos até este domingo, 28 de junho de 2026. Milhares de pessoas permanecem presas sob placas de concreto, enquanto voluntários sem equipamentos de proteção tentam remover os destroços. Em Caraballeda, relatos indicam a presença de corpos, incluindo de recém-nascidos, que aguardam remoção desde a noite de sábado.
Resgate de sobreviventes
A moradora de Caracas, Zaira Castro, declarou que a frustração da população decorre da ausência de uma ajuda séria por parte do governo. Um bombeiro, que atua na região e solicitou anonimato ao repórter Norberto Paredes, afirmou que existem edifícios onde não foi removida uma única pedra sequer. O primo de Carlos Eduardo, um homem de 31 anos preso sob escombros em La Guaira, relatou que familiares ainda ouvem sinais de vida, mas não possuem meios para realizar o resgate.
A crise humanitária expõe a fragilidade da infraestrutura e a incapacidade de resposta imediata das autoridades venezuelanas diante da catástrofe. A falta de mãos suficientes para o trabalho braçal agrava o cenário, tornando a sobrevivência das vítimas sob os escombros cada vez menos provável. A população segue organizada em grupos informais, tentando suprir a lacuna deixada pela ausência de maquinário pesado e coordenação oficial nas zonas de desastre.
Crise em Caracas
Os esforços de busca continuam sob pressão popular, enquanto a presidente em exercício Delcy Rodríguez mantém o discurso de prioridade no resgate. A situação permanece crítica em diversas cidades litorâneas, onde a escassez de recursos técnicos impede o avanço das operações de salvamento.
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