O fenômeno climático extremo afeta 191 milhões de pessoas neste domingo, 28 de junho de 2026, com marcas térmicas que superam os 35ºC. A onda de calor avança da Escandinávia em direção aos Alpes, provocando o fechamento de rodovias e sobrecarregando sistemas de saúde. Autoridades confirmam centenas de mortes decorrentes das altas temperaturas registradas nos últimos dias.
Onda de calor na Europa
A Alemanha registrou o recorde de 41,5ºC em Möckern-Drewitz, no estado da Saxônia-Anhalt, no sábado, 27 de junho. O Serviço Meteorológico Alemão informou que a marca superou os 41,3ºC registrados um dia antes perto de Saarbrücken. Em Berlim, a polícia utilizou canhões de água para borrifar névoa sobre a população devido ao calor de 39ºC.
O Instituto Meteorológico Dinamarquês mediu 37ºC ao norte de Aarhus, a maior temperatura desde o início das medições em 1874. Na República Tcheca, o Instituto Hidrometeorológico Tcheco registrou 40,8ºC ao norte de Praga durante a tarde de sábado. A Polônia também enfrenta marcas acima dos 30ºC em praticamente todo o seu território nacional.
Temperaturas recordes na Alemanha
Katrin Goering-Eckardt, deputada federal alemã e ex-líder do Partido Verde, classificou o evento como uma crise de saúde pública em publicação na rede social X. O governo da França atribuiu cerca de mil mortes às altas temperaturas ocorridas no início da semana. Cientistas associam a intensidade do calor às mudanças climáticas causadas pela queima de combustíveis fósseis.
O governo francês suspendeu aulas, interrompeu o transporte ferroviário e restringiu o consumo de álcool devido ao colapso térmico. A geração de energia sofre limitações severas, enquanto eventos ao ar livre foram adiados em diversas regiões do país. A infraestrutura urbana na Hungria, Polônia, República Tcheca e Alemanha permanece sob alerta máximo das autoridades sanitárias.
Crise climática europeia
O sistema instável continua o deslocamento em direção ao leste do continente europeu nas próximas horas. As autoridades recomendam que a população acompanhe os alertas emitidos pelos institutos meteorológicos locais para evitar a exposição direta ao sol. O monitoramento das redes de assistência urbana segue intensificado para atender o aumento na demanda por cuidados médicos.
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