Superior Tribunal de Justiça mantém Rogério de Andrade preso

O ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, determinou nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, que o contraventor Rogério de Andrade continue detido em uma unidade do sistema penitenciário federal. A decisão atende a uma solicitação formal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que busca garantir a manutenção do isolamento do acusado. O magistrado suspendeu os efeitos de um acórdão anterior do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que autorizava o retorno do preso ao sistema estadual.

Rogério de Andrade no sistema federal

A permanência de Rogério de Andrade no regime federal fundamenta-se na periculosidade do contraventor, apontada pelo ministro Rogerio Schietti Cruz. O magistrado destacou a influência exercida pelo denunciado em organizações criminosas, bem como sua capacidade de interferir em órgãos de segurança pública e no próprio sistema prisional. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro sustenta que a transferência representaria riscos concretos à ordem pública e à continuidade da instrução criminal do processo.

O processo principal contra Rogério de Andrade refere-se ao homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnácio, ocorrido em novembro de 2020. O crime foi executado no estacionamento do heliporto Helimar, localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital fluminense. A vítima foi atingida por disparos de fuzil na cabeça ao retornar de uma viagem de helicóptero vinda de Angra dos Reis. Os atiradores utilizaram um terreno vazio adjacente ao heliporto como ponto de emboscada para realizar a ação criminosa.

Decisão do STJ sobre contraventor

O desdobramento judicial do caso envolve outros envolvidos, como o ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves, de 32 anos, condenado a nove meses e 18 dias de reclusão em abril de 2026. Os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro também respondem pela participação no homicídio, mas aguardam a marcação de uma nova data para o julgamento após dispensarem suas defesas. Outro suspeito, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, foi encontrado morto em 2022, encerrando sua participação no processo penal.

A manutenção de Rogério de Andrade em presídio federal impacta diretamente a estrutura de segurança pública do Rio de Janeiro, ao isolar lideranças do jogo do bicho de suas bases operacionais. A decisão do Superior Tribunal de Justiça reforça o entendimento de que a custódia em unidades federais é necessária para conter a influência de figuras centrais do crime organizado. O caso segue sob monitoramento do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que atua para assegurar que os responsáveis pelo assassinato de Fernando de Miranda Iggnácio cumpram as penas determinadas pela Justiça.

Homicídio de Fernando de Miranda Iggnácio

Novas etapas do julgamento ocorrerão para os réus Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro. O Superior Tribunal de Justiça não estabeleceu prazo para o encerramento do processo, que segue em tramitação conforme os ritos do Tribunal do Júri.

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