A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou na terça-feira, 30 de junho de 2026, a existência de sete casos de sarampo no estado neste ano. Os registros mais recentes envolvem um bebê de 6 meses e uma mulher de 20 anos, residentes em uma região próxima à cidade de Guarulhos. A pasta investiga a origem da infecção para conter a propagação do vírus na região metropolitana.
Casos de sarampo em São Paulo
Os novos diagnósticos somam-se a outros três casos confirmados na semana anterior, todos concentrados em bebês com idades entre 6 meses e 1 ano. A mulher infectada é mãe de uma das crianças que testou positivo para a doença na semana passada, evidenciando a circulação do vírus entre contatos próximos. O governo estadual mantém o monitoramento epidemiológico para identificar novos focos de transmissão na capital paulista.
A cobertura vacinal atual no estado de São Paulo atinge 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda dose da vacina tríplice viral. A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo recomenda a aplicação da dose zero para bebês entre 6 e 11 meses e 29 dias em São Paulo e Guarulhos. Pessoas com até 59 anos que não possuem o esquema vacinal completo devem procurar uma unidade de saúde para atualizar a imunização gratuita oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Vacinação contra sarampo em Guarulhos
A dose zero funciona como uma estratégia de proteção adicional e não substitui as etapas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. As crianças devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses. A vacinação permanece como a principal medida de prevenção contra o sarampo, doença altamente contagiosa que pode ser transmitida por via aérea ao tossir, espirrar ou falar.
O sarampo apresenta sintomas como manchas vermelhas no corpo, febre alta, tosse, conjuntivite e mal-estar intenso. Complicações graves decorrentes da infecção incluem diarreia, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite. A população deve verificar a situação vacinal na unidade de saúde mais próxima da residência para evitar a disseminação do vírus, que possui capacidade de infectar 90% das pessoas não imunes em ambientes próximos.
Atualização da vacina tríplice viral
O governo estadual reforça que a atualização da carteira de vacinação é indispensável para qualquer pessoa com até 59 anos sem comprovante de imunização. As autoridades sanitárias seguem com o monitoramento dos casos e a orientação para que pais e responsáveis busquem os postos de saúde. O cumprimento rigoroso do calendário vacinal é a única forma de garantir a proteção coletiva contra o surto.
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