Unicamp aponta dor intensa na inserção do DIU

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou que 81% das mulheres sentem dor moderada ou intensa ao colocar o DIU. O estudo analisou mais de 7 mil inserções realizadas entre 2022 e 2024 para avaliar a experiência das pacientes. Os dados divergem das diretrizes do Ministério da Saúde, superando em 76% as estimativas oficiais de desconforto.

Pesquisa Unicamp sobre DIU

O procedimento exige que o médico estabilize o útero com uma pinça de apreensão e utilize uma sonda para medir a profundidade do órgão. A ginecologista Ana Paula Beck, do Einstein Hospital Israelita, explica que a passagem do dispositivo pelo canal cervical causa o incômodo. A anatomia uterina, o histórico de partos e a tensão muscular pélvica influenciam diretamente na percepção da dor.

Os resultados da pesquisa indicam que 54% das pacientes enfrentaram incômodo severo, enquanto 27% relataram dor moderada. A ginecologista Vitória Espíndola, do Hospital Brasília, ressalta que a reação ao método é individual e varia conforme o histórico clínico. Fatores como o uso de modelos com tubos menores podem reduzir o impacto físico durante a aplicação.

Dor na inserção do DIU

Ana Paula Beck alerta que dores progressivas, febre, calafrios ou sangramentos intensos exigem atenção médica imediata. Segundo a especialista, esses sinais podem indicar complicações como infecção, expulsão do dispositivo ou má colocação. A ginecologista Vitória Espíndola reforça que o medo e a ansiedade antes do procedimento também podem ampliar a sensibilidade da paciente.

O Ministério da Saúde oferece o DIU através do Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres que buscam métodos de longa duração. Interessadas devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima para agendar uma consulta de avaliação e verificar a disponibilidade do insumo. Informações sobre o acesso aos contraceptivos podem ser consultadas no portal oficial do governo em gov.br.

Acesso ao DIU no SUS

O acompanhamento médico pós-inserção é fundamental para garantir a eficácia do método e a segurança da paciente. Caso o desconforto persista por semanas ou ocorra desmaios durante a aplicação, a recomendação é buscar atendimento especializado para descartar perfurações uterinas. A avaliação profissional assegura que o dispositivo esteja posicionado corretamente no útero.

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