O cacique Raoni Metuktire, de 93 anos, apresenta uma leve piora em seu quadro renal neste sábado, 11 de julho de 2026. O líder indígena permanece consciente e responde a comandos médicos no Hospital São Paulo, unidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Saúde de Raoni Metuktire
A equipe médica responsável pelo atendimento confirmou que o paciente mantém estabilidade clínica, aceita dieta por via oral e respira sem auxílio de aparelhos. O boletim médico emitido às 17h30 destaca que Raoni Metuktire continua em tratamento intensivo para a função renal e apresenta tosse com secreção. Na sexta-feira, 10 de julho, o cacique sofreu uma hemorragia digestiva, prontamente contida pelos profissionais de saúde.
O histórico clínico de Raoni Metuktire teve início em 15 de junho, quando ele deu entrada no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT), em estado grave. Após quatro dias de estabilização, o líder foi transferido para a capital paulista em 19 de junho. O diagnóstico inicial indicou obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa, resultando em uma cirurgia de desobstrução realizada em 20 de junho.
Hospital São Paulo Unifesp
O tratamento atual ocorre em um ambulatório especializado em saúde indígena dentro da estrutura da Unifesp. A equipe médica monitora constantemente a evolução do quadro, que exige cuidados específicos devido à idade avançada do paciente. A permanência de Raoni Metuktire em São Paulo visa garantir a continuidade do suporte clínico necessário para sua recuperação completa.
A trajetória de Raoni Metuktire como liderança indígena projeta impacto direto na preservação de territórios e na visibilidade das causas dos povos originários no Brasil. O acompanhamento de sua saúde mobiliza instituições de saúde pública e organizações voltadas ao bem-estar das comunidades tradicionais. A estabilidade do cacique é acompanhada por defensores dos direitos indígenas em todo o território nacional.
Tratamento de Raoni Metuktire
O hospital mantém o protocolo de tratamento para a obstrução intestinal e a pneumonia aspirativa diagnosticadas anteriormente. A equipe médica segue avaliando a necessidade de ajustes na terapia renal conforme a resposta do paciente aos medicamentos administrados.
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