O tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos passará por um novo exame médico na próxima sexta-feira, 17 de julho. O procedimento visa avaliar a evolução de um quadro de vasoespasmo cerebral, condição que causa o estreitamento das artérias que irrigam o cérebro do oficial. O policial permanece internado em estado grave na unidade de terapia intensiva do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Estado de saúde de Ronickson Pimentel
A equipe médica responsável pelo tratamento de Ronickson Pimentel dos Santos realiza ajustes finos na medicação para controlar o vasoespasmo, uma complicação decorrente do trauma sofrido. O resultado do exame agendado para o final da semana é determinante para que os profissionais iniciem a redução gradual da sedação. O 1º Batalhão de Polícia de Choque, conhecido como Rota, informou que o tenente apresenta estabilidade clínica e responde positivamente aos cuidados intensivos.
O oficial passou por uma traqueostomia na última quinta-feira, 9 de julho, para facilitar a ventilação mecânica. Os registros médicos indicam que o paciente não apresenta sangramentos, febre ou alterações na pressão intracraniana, mantida em níveis baixos. O crime ocorreu na manhã de 27 de junho, quando Ronickson Pimentel dos Santos foi atingido por um disparo na nuca enquanto aguardava em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
Investigação do atentado contra policial
As autoridades policiais confirmaram que o ataque contra Ronickson Pimentel dos Santos foi uma ação premeditada. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois criminosos em uma motocicleta abordaram o policial e efetuaram o disparo à queima-roupa. A investigação apura as motivações do atentado e mantém todas as hipóteses em aberto, sem descartar conexões com o histórico familiar da vítima, irmão de Eloá Pimentel.
A investigação policial sobre o atentado resultou na prisão de três suspeitos e na apuração da morte de sete homens apontados inicialmente como envolvidos no caso. Os óbitos ocorreram em um intervalo de 15 dias após o crime, sendo que dois deles foram registrados em 29 de junho na capital paulista e em Guarulhos. Até o momento, os boletins de ocorrência não apresentam comprovação de ligação direta entre os mortos e o ataque ao tenente da Rota.
Evolução clínica no Hospital Mário Covas
O desdobramento do caso segue sob análise das autoridades, que aguardam a evolução do quadro clínico de Ronickson Pimentel dos Santos para novos depoimentos. A corporação mantém o monitoramento das denúncias recebidas sobre os supostos participantes do atentado. O acompanhamento médico rigoroso continua como prioridade para a estabilização definitiva do oficial.
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