Policiais militares causam mal-estar em alunos no Jardim São Luís

Cinco crianças da Escola Estadual Prof. Luis Gonzaga Pinto e Silva precisaram de atendimento médico após inalarem gás lacrimogêneo na sexta-feira, 26 de junho de 2026. O incidente ocorreu no bairro Jardim São Luís, localizado na zona sul da capital paulista, durante uma atividade de treinamento da Polícia Militar.

Treinamento policial

A direção da instituição de ensino recebeu a confirmação da Polícia Militar de que o odor tóxico derivou de uma instrução realizada no batalhão vizinho à escola. As cinco crianças foram encaminhadas para unidades de saúde para avaliação clínica imediata. A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo confirmou que todos os estudantes receberam alta médica após o atendimento.

O treinamento da força tática utilizou uma área designada para instruções operacionais, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A atividade foi interrompida assim que os policiais identificaram o desconforto causado pelo gás nas proximidades. O Samu e o Corpo de Bombeiros foram acionados preventivamente para prestar socorro aos afetados.

Gás lacrimogêneo

A Unidade Regional de Ensino Sul 2 manifestou pesar pelo ocorrido com os alunos da rede estadual. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo instaurou um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do disparo do gás. O órgão governamental busca esclarecer as falhas de segurança que permitiram o alcance do produto químico até o ambiente escolar.

O governo estadual mantém o sistema de ouvidoria pública disponível para o registro de manifestações da sociedade sobre este e outros episódios. Cidadãos podem registrar queixas ou opiniões através da plataforma oficial Fala.BR, acessível pelo endereço eletrônico falabr.cgu.gov.br. A ferramenta permite o diálogo direto com as instâncias administrativas responsáveis pela gestão da segurança e da educação.

Escola estadual

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo conduz a investigação interna para determinar as responsabilidades dos agentes envolvidos no treinamento. O procedimento administrativo deve avaliar se houve negligência no isolamento da área de instrução. Novas informações sobre o caso dependem da conclusão desta apuração oficial pelos órgãos competentes.

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