A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público do estado prenderam o vereador Senival Pereira de Moura na quinta-feira, 25 de junho de 2026. O parlamentar é investigado por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, denominada Última Parada, apura o uso da empresa de ônibus Transunião para movimentar recursos ilícitos na capital paulista.
Prisão de Senival Moura
As autoridades identificaram que Senival Pereira de Moura exercia influência direta na administração da concessionária de transporte, mesmo sem figurar formalmente no quadro societário. O relatório policial aponta que o vereador autorizava repasses financeiros semanais de R$ 70 mil destinados a pagamentos da facção criminosa. Mensagens de WhatsApp encontradas no celular de Adauto Soares Jorge, ex-diretor da empresa, confirmam a participação do político nas decisões financeiras.
O levantamento das transações bancárias realizadas entre janeiro de 2019 e maio de 2022 revelou que Senival Pereira de Moura movimentou R$ 2,3 milhões sem origem declarada. Desse montante, R$ 250 mil foram recebidos em depósitos em espécie, enquanto outros R$ 81 mil envolveram cheques depositados ou devolvidos. A Polícia Civil destaca que a discrepância entre a capacidade econômica formal e o patrimônio do vereador é o ponto central das apurações.
Investigação Transunião PCC
A Polícia Civil afirma que a movimentação financeira global de Senival Pereira de Moura indica uma possível dissociação entre sua renda declarada e a efetiva circulação de valores. O documento oficial ressalta que a identificação de recursos da concessionária em favor do vereador é relevante devido à sua influência na dinâmica administrativa da empresa. O suspeito Leonel Moreira Martins também aparece nas investigações como operador do esquema, citando ordens diretas do parlamentar em diálogos interceptados.
O assassinato de Adauto Soares Jorge, ocorrido em 2020 em uma padaria na zona leste de São Paulo, está diretamente ligado às investigações sobre a Transunião. A polícia aponta que o crime foi uma retaliação do PCC por desvios de dinheiro cometidos pelo ex-diretor e pelo próprio vereador. Senival Pereira de Moura possuía uma casa de alto padrão na cidade de Extrema, em Minas Gerais, local frequentemente mencionado em mensagens trocadas pelos envolvidos no esquema.
Lavagem de dinheiro SP
As autoridades continuam o aprofundamento das apurações sobre o patrimônio do parlamentar e as conexões com a facção criminosa. O Ministério Público do estado de São Paulo utiliza os dados bancários e as comunicações interceptadas para sustentar a continuidade da prisão de Senival Pereira de Moura. Novas diligências devem ocorrer para esclarecer a totalidade dos valores desviados da concessionária de ônibus.
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