A Polícia Federal encaminhou nesta sexta-feira (26/06/2026) o relatório final do inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PL). O documento conclui que o parlamentar cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação apura postagens feitas pelo senador na plataforma X no dia 3 de janeiro.
Polícia Federal investiga Flávio Bolsonaro
O inquérito, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, aponta que Flávio Bolsonaro associou indevidamente o presidente a atividades ilícitas. Segundo a Polícia Federal, o senador afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva seria delatado por Nicolás Maduro sobre crimes de tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro. O delegado federal responsável pelo caso ressaltou que tais condutas foram imputadas falsamente ao chefe do Executivo.
A conclusão do inquérito agora segue para análise da Procuradoria Geral da República. Caso o órgão identifique provas e materialidade suficientes, o senador poderá ser denunciado com base nos artigos 138 e 141 do Código Penal. A pena prevista para o crime de calúnia contra o presidente da República é de 2 anos de reclusão em regime aberto.
Senador é indiciado por calúnia
A defesa de Flávio Bolsonaro argumentou, durante as investigações, que o tipo penal exige que o fato imputado seja “sabidamente falso”. Os advogados sustentaram que não houve intenção de caluniar, alegando que o senador possui dúvidas sobre a inocência de Luiz Inácio Lula da Silva. A assessoria do parlamentar não retornou os contatos da redação para comentar o indiciamento até a publicação desta matéria.
O cenário político nacional registra o desdobramento em um momento de alta tensão entre o governo federal e a oposição no Congresso. A postagem original de Flávio Bolsonaro ocorreu logo após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. O caso reforça o embate jurídico sobre os limites da imunidade parlamentar em publicações digitais envolvendo autoridades públicas.
Supremo Tribunal Federal analisa inquérito
O processo seguirá os trâmites legais sob a relatoria de Alexandre de Moraes na corte suprema. A Procuradoria Geral da República decidirá se oferece a denúncia formal contra o senador ou se solicita novas diligências. O desfecho dependerá da avaliação técnica do órgão ministerial sobre a materialidade dos fatos apresentados pela autoridade policial.
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