Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, convocou uma reunião oficial para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1. O encontro ocorrerá na Residência Oficial do Senado, em Brasília, na próxima quarta-feira, 1º de julho, às 8h.
Davi Alcolumbre recebe autores da PEC
O parlamentar receberá os deputados federais Reginaldo Lopes e Erika Hilton, autores do texto, além da líder do Governo no Senado, Teresa Leitão. A pauta também contará com a presença de representantes de centrais sindicais, marcando o primeiro aceno público de Davi Alcolumbre sobre o tema. Após a reunião, o Legislativo realizará uma audiência pública na sede do Congresso às 10h.
A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio e chegou ao Senado no dia seguinte, permanecendo parada há mais de um mês. O Governo Federal busca a promulgação da matéria antes das eleições de outubro. A expectativa dos governistas é que o texto seja encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima semana.
Tramitação da escala 6×1 no Senado
O avanço da pauta enfrenta desafios políticos devido à relação entre Davi Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O clima entre os dois Poderes ficou estremecido após a derrota do indicado ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias. Parlamentares como Lindbergh Farias já acusaram o presidente do Senado de dificultar o trâmite da proposta.
Trabalhadores brasileiros aguardam a definição sobre a jornada de trabalho, enquanto o governador Romeu Zema manifestou críticas ao debate e defendeu alternativas à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O PT utiliza a mobilização em torno do fim da escala 6×1 para engajar suas redes sociais e pressionar a cúpula do Senado. A tramitação na CCJ é considerada o passo decisivo para que o projeto siga ao plenário da Casa Alta.
Reunião sobre jornada de trabalho no Congresso
O andamento da PEC depende da articulação entre os líderes partidários e a presidência do Senado. Caso a matéria seja aprovada na CCJ, o texto seguirá para votação no plenário, onde precisará de quórum qualificado para ser promulgada.
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