Polícia Civil prende suspeitos de descontos indevidos em aposentados do DF Fabíola Sinimbú

Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta terça‑feira 23 de junho de 2026, a Operação Parasitas para investigar descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do Governo do DF. A ação contou com quatro prisões temporárias, três prisões preventivas e dez buscas e apreensões realizadas no DF e em Minas Gerais.

Operação Parasitas

A investigação aponta que associações descontavam, sem consentimento, valores médios de R$ 40 de mais de 3 500 contas, gerando prejuízo inicial superior a R$ 5 milhões. Os descontos foram interrompidos após solicitação do Ministério Público do Distrito Federal na última semana, informou o delegado Henry Galdino, da Divisão de Defraudações e Falsificações. Galdino ressaltou que três funcionários do Banco de Brasília (BRB) foram alvos da operação, mas ainda não há mandado de prisão contra eles.

Segundo a Polícia Civil, o esquema consistia em autorizações falsas emitidas por associações que repassavam recursos diretamente das contas dos beneficiários. O delegado Galdino explicou que, embora os funcionários do BRB estejam sob investigação, ainda não há indícios suficientes para indiciá‑los. A operação também incluiu a apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos que podem comprovar a prática de descontos indevidos.

Descontos indevidos

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nas redes sociais que o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, recebeu ordem para contratar auditoria independente e abrir Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os envolvidos. “Determinei que a PGDF busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos”, declarou Leão, reforçando a intenção de recuperar os valores subtraídos.

O impacto econômico atinge diretamente aposentados e pensionistas, que dependem desses benefícios para subsistência. O prejuízo de R$ 5 milhões representa cerca de 0,2 % da despesa anual com benefícios do DF, segundo dados da própria Polícia Civil. O caso também eleva a pressão sobre o Banco de Brasília, que terá de revisar seus procedimentos de controle interno para evitar novas fraudes.

Auditoria do DF

Nos próximos dias, a auditoria contratada por Valdivino de Oliveira deverá apresentar relatório detalhado sobre os recursos desviados e indicar responsáveis. A Polícia Civil planeja aprofundar a investigação nas associações citadas e pode solicitar novas prisões caso surjam provas adicionais.

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