Rafael Gomes Pereira, lutador de jiu‑jitsu, foi indiciado pela Polícia Civil de Goiânia na tarde de 30 de maio de 2026. O crime ocorreu na quadra esportiva da Praça das Artes, no Jardim Goiás, quando o atleta espancou o adolescente até desmaiar.
O incidente começou quando o jovem de 17 anos discutiu com um dos filhos de Rafael. Testemunhas gravaram o lutador aplicando um mata‑leão que deixou a vítima inconsciente. A família da vítima encontrou o adolescente ensanguentado e desorientado, precisando de atendimento médico imediato. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), concluiu que havia elementos suficientes para indiciar Rafael pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por asfixia e corrupção de menores.
O inquérito registrou que Rafael continuou as agressões após o adolescente perder a consciência. A medida cautelar imposta incluiu tornozeleira eletrônica e proibição de contato com a vítima, seus familiares ou locais frequentados por eles. Apesar da prisão em flagrante, o lutador recebeu liberdade provisória durante a audiência de custódia, mas teve a prisão preventiva decretada após suposto descumprimento das determinações judiciais. Ele se apresentou na Unidade Prisional de Trindade, onde permanece detido.
“Rafael Gomes Pereira praticou violência extrema contra menor, violando a lei e as medidas impostas pela Justiça”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Delegado Carlos Alberto da Silva, da DPCA. A mãe da vítima, Mariana Ferreira da Silva, relatou que o filho chegou a casa ensanguentado e ainda foi filmado pelos parentes do agressor a partir de um apartamento próximo ao local da agressão. “Ele não respeitou a ordem judicial e continuou a nos intimidar”, completou.
A comunidade de Goiânia reage com indignação ao caso, que evidencia falhas na proteção de menores e no cumprimento de medidas cautelares. Dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás mostram que, em 2025, 12 % dos casos de violência contra adolescentes envolveram agressões cometidas por adultos conhecidos da vítima. O episódio também reacende o debate sobre a responsabilidade de atletas e treinadores na formação ética de jovens praticantes de artes marciais.
A Justiça determinará a continuidade do processo na Vara da Infância e Juventude de Goiânia. A defesa de Rafael Gomes Pereira já informou que apresentará provas para contestar a acusação. Enquanto isso, o Ministério Público acompanha o cumprimento da prisão preventiva e a observância das restrições impostas ao acusado.
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