A Polícia Civil do Paraná prendeu um homem, na quinta-feira (9/7), após o registro de um vídeo que mostra o suspeito chutando o rosto de sua filha, de 3 anos. O crime ocorreu em uma rua de Francisco Beltrão, no interior do estado, no domingo (5/7). A mãe das crianças formalizou a denúncia por meio de um boletim de ocorrência na terça-feira (7/7).
Agressão infantil em Francisco Beltrão
O delegado Ricardo Moraes conduz as investigações e avalia o indiciamento do agressor pelos crimes de lesão corporal e tortura. A autoridade policial apura ao menos outros dois episódios de violência contra a menina e seu irmão, de 5 anos, que presenciou a agressão. Relatos de familiares indicam que o homem submetia os filhos a castigos físicos severos, incluindo o uso de pedaços de madeira e a imposição de ajoelhar sobre feijões ou tampas de garrafas.
A investigação detalha que o suspeito teria atingido o rosto do filho de 5 anos com um pedaço de madeira semanas antes do episódio gravado. O homem admitiu em depoimento ter agredido a filha, justificando a ação pelo choro da criança durante o trajeto de volta de um mercado. Ele afirmou não se lembrar de todos os detalhes do ocorrido, mas reconheceu sua presença nas imagens após ser confrontado pelos investigadores.
Investigação de tortura no Paraná
O delegado Ricardo Moraes declarou que a polícia analisa a reincidência de atos cruéis para fundamentar a acusação de tortura contra o investigado. A mãe das crianças solicitou uma medida protetiva contra o marido e manifestou a intenção de oficializar o divórcio. O homem permanece à disposição da Justiça e, caso seja solto, ficará proibido de se aproximar dos filhos e da ex-companheira.
A sociedade de Francisco Beltrão acompanha o desdobramento do caso, que expõe a vulnerabilidade de crianças em ambientes familiares violentos. O sistema de proteção à infância no Paraná utiliza o Disque 100 como canal oficial para denúncias de violações de direitos humanos e maus-tratos contra menores. O serviço funciona diariamente, é gratuito e garante o anonimato de quem realiza a denúncia para órgãos competentes.
Prisão de pai por violência
As autoridades policiais aguardam a conclusão dos laudos periciais para finalizar o inquérito contra o suspeito. O Ministério Público do Paraná deve analisar as provas coletadas para oferecer a denúncia formal à Justiça. A manutenção da prisão preventiva do investigado depende da avaliação do Poder Judiciário sobre a garantia da ordem pública e a segurança das vítimas.
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