PM mata sétimo suspeito de atacar Ronickson Pimentel

Equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque mataram um homem suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos nesta sexta-feira (10/7). O confronto ocorreu no bairro de São Mateus, na zona leste da capital paulista, após denúncia sobre o paradeiro do indivíduo. O suspeito, que portava uma pistola, foi levado ao Hospital Cidade Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos.

Polícia Militar mata suspeito

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na nuca em 27 de junho enquanto aguardava em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximam e disparam à queima-roupa contra o oficial da Rota. O policial, que é irmão de Eloá Pimentel, permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas.

A investigação sobre o crime acumula sete mortes de indivíduos apontados como suspeitos e três prisões efetuadas em menos de 15 dias. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial no 49º DP e segue sob apuração do DHPP, com acompanhamento da Polícia Militar. As autoridades policiais analisam as imagens captadas pelas câmeras corporais utilizadas pelos agentes durante a ocorrência em São Mateus.

Investigação do ataque à Rota

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos passou por uma traqueostomia na quinta-feira (9/7) e a equipe médica iniciou o protocolo de redução gradual da sedação. A Polícia Militar informou que não há, até o momento, comprovação de ligação direta entre os sete homens mortos e o atentado. As investigações continuam para esclarecer as motivações do crime, mantendo todas as hipóteses em aberto conforme os procedimentos do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.

O histórico familiar do tenente Ronickson Pimentel dos Santos remete ao caso de Eloá Pimentel, assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado por Lindemberg Alves. A dinâmica do ataque atual, que foi premeditado segundo a polícia, mobiliza esforços das forças de segurança estaduais. A corporação mantém o monitoramento das denúncias recebidas para identificar os responsáveis pelo disparo que atingiu o oficial da Rota.

Estado de saúde de Ronickson Pimentel

O DHPP prossegue com a análise dos boletins de ocorrência e das provas coletadas durante as diligências. Outro homem que estava no local do confronto em São Mateus foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e será investigado. A arma apreendida com o suspeito morto passará por perícia técnica para verificar eventual relação com o ataque ocorrido em São Caetano do Sul.

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