Placa Sul-Americana protege Brasil de terremotos catastróficos

Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24 de junho, resultando na morte de mais de 589 pessoas. O fenômeno causou destruição em diversas cidades venezuelanas, enquanto o Brasil registrou apenas tremores leves em locais como Manaus e Belém. Dois cidadãos brasileiros estão confirmados entre as vítimas fatais do desastre natural ocorrido no país vizinho.

Geologia da placa Sul-Americana

A localização geográfica do Brasil no centro da placa Sul-Americana explica a baixa incidência de abalos sísmicos graves no território nacional. O país permanece distante das bordas das placas tectônicas, onde o atrito constante entre grandes blocos rochosos gera terremotos de alta intensidade. Países próximos à cordilheira dos Andes sofrem com maior frequência, pois seus territórios abrigam os limites de encontro entre duas placas distintas.

As placas tectônicas possuem espessura de até 200 quilômetros em certos trechos e se movimentam a velocidades que alcançam 10 centímetros por ano. O geógrafo e historiador Sergio Ribeiro Santos, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, compara a crosta terrestre a um casco de tartaruga composto por peças que se encaixam. O geógrafo Sergio de Moraes Paulo, mestre pela Universidade de São Paulo (USP), utiliza a analogia de uma casca de ovo fragmentada para descrever as placas litosféricas.

Terremotos na Venezuela e Brasil

Sergio de Moraes Paulo afirma que o manto terrestre, comparado à clara de um ovo, movimenta-se e provoca o deslocamento das placas tectônicas. Sergio Ribeiro Santos explica que as altas temperaturas no interior do planeta impulsionam essa dinâmica geológica constante. O atrito entre as placas torna-se mais notável nas áreas de contato, onde a energia acumulada é liberada na forma de sismos.

A estrutura geológica brasileira garante uma estabilidade que evita catástrofes de grandes proporções observadas em nações vizinhas. A ausência de bordas de placas tectônicas no subsolo nacional minimiza os riscos de terremotos destrutivos no território. O impacto social e estrutural dos eventos sísmicos na Venezuela evidencia a vulnerabilidade de regiões situadas em zonas de contato tectônico.

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