PDT busca vagas de suplência na chapa de Fernando Haddad

O PDT oficializou nesta quarta-feira, 1 de julho de 2026, a decisão de não lançar uma chapa alternativa para disputar o Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. A cúpula da legenda, liderada por Carlos Lupi, concentra agora as tratativas diretamente com o pré-candidato ao governo, Fernando Haddad, visando garantir espaços nas suplências das candidaturas ao Senado.

PDT descarta candidatura própria

A estratégia do PDT ocorre após a avaliação interna de que o partido não possui um nome competitivo para a disputa estadual. Em pleitos anteriores, a sigla obteve apenas 1,2% dos votos válidos com o então candidato Elvis Cezar, hoje filiado ao Republicanos. A ausência de uma terceira via, segundo aliados de Fernando Haddad, pode consolidar a eleição de outubro como a disputa com o menor número de candidatos desde a redemocratização, concentrando o embate entre o petista e o governador Tarcísio de Freitas.

A disputa pelas vagas de suplência ao Senado tornou-se o principal objetivo de partidos da base aliada, como PT, PV, PCdoB e PDT. O interesse cresceu devido à possibilidade de as candidatas ao Senado, Marina Silva e Simone Tebet, retornarem ao governo federal em caso de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT já apresentou quatro nomes para as suplências, incluindo Laio Morais, Ana Nice, Kiusam Oliveira e Ramatiz Jacino, enquanto o PV indicou Eduardo Jorge e o PCdoB sugeriu Alcides Amazonas.

Negociações para suplência ao Senado

O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antonio Neto, desponta como o principal nome do PDT para ocupar uma das suplências, após ter sido candidato a vice-prefeito na chapa de Márcio França em 2020. Outro nome ventilado pela legenda é Marcelo Barbieri, que exerceu o cargo de Secretário de Relações Institucionais durante a gestão do ex-presidente Michel Temer. O partido argumenta que precisa de representação na chapa majoritária, que já conta com Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva.

A configuração da aliança liderada por Fernando Haddad reflete uma tentativa de acomodar diferentes forças políticas de centro-esquerda em São Paulo. O PSB também busca espaço e apresentou o nome de Rubens Furlan para a suplência, embora o ex-prefeito de Barueri precise reverter sua condição de inelegibilidade na Justiça Eleitoral. A definição desses nomes é considerada fundamental para a coesão da coligação, que busca ampliar sua base de apoio frente ao atual governador Tarcísio de Freitas.

Fernando Haddad busca alianças em SP

As negociações entre Carlos Lupi e Fernando Haddad devem definir nos próximos dias a composição final das chapas ao Senado. O desfecho das conversas determinará quais partidos terão assento na estrutura de apoio ao petista, consolidando a estratégia de alianças para o pleito de outubro.

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