Microbiologistas confirmam presença de bactérias em calçados usados

A microbiologista Sarah Pitt identificou a presença de Staphylococcus aureus em tênis utilizados durante um fim de semana na cidade de Brighton, no Reino Unido. A análise laboratorial, realizada na universidade local, utilizou amostras coletadas por meio de swabs aplicados tanto na parte superior quanto na inferior dos calçados. Os microrganismos foram cultivados em placas de Petri durante uma noite e posteriormente examinados sob microscópio.

Bactérias em calçados

O debate sobre a higiene doméstica ganhou visibilidade após o casal Pedja Trifunovic e Sophia Trifunovic compartilhar divergências culturais sobre o uso de calçados em casa. Enquanto Pedja Trifunovic, natural da Sérvia, defende a retirada dos sapatos ao entrar no imóvel, Sophia Trifunovic, residente nos Estados Unidos, mantém o hábito de circular com tênis. A discussão, que viralizou em um vídeo na plataforma TikTok, reflete costumes distintos entre diferentes regiões do globo.

A presença da bactéria Staphylococcus aureus nos calçados representa um risco real à saúde, segundo a especialista Sarah Pitt. O microrganismo pode causar furúnculos infectados caso entre em contato com ferimentos na pele de pessoas saudáveis. Em indivíduos com o sistema imunológico debilitado, a bactéria tem potencial para provocar quadros graves, como pneumonia e infecções na corrente sanguínea.

Higiene em residências

O professor de antropologia Fabio Gygi, da Universidade SOAS, em Londres, explica que a resistência ao uso de sapatos em ambientes internos possui raízes filosóficas e rituais. No Japão, a existência do genkan, uma área específica na entrada das casas, marca a separação física entre o espaço externo, considerado poluído, e o ambiente interno, mantido em estado de pureza. Fabio Gygi ressalta que a reação visceral de muitos japoneses ao verem turistas com calçados dentro de casa deriva dessa associação simbólica entre o mundo exterior e a contaminação.

A cultura de retirar os sapatos ao entrar em casa é predominante em grande parte do Oriente Médio, da Ásia e dos países dos Bálcãs. Nesses locais, manter os calçados fora da residência é um sinal de respeito e higiene, enquanto em partes da Europa e dos Estados Unidos a prática pode ser interpretada como um gesto de grosseria com os convidados. A divergência de hábitos entre Pedja Trifunovic e Sophia Trifunovic ilustra como percepções culturais moldam o comportamento cotidiano em diferentes sociedades.

Estudo microbiológico

A análise microbiológica conduzida por Sarah Pitt reforça que o acúmulo de sujeira nos solados não é apenas uma questão de preferência pessoal, mas um fator biológico. O exame detalhado das amostras coletadas em Brighton confirmou que os calçados transportam populações bacterianas capazes de causar doenças. O estudo destaca a importância da higienização dos ambientes domésticos frente aos riscos invisíveis trazidos da rua.

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