Médicos explicam riscos da falta de vitamina D

A endocrinologista Cristina Khawalli, do laboratório Delboni, em São Paulo, alerta que a exposição solar não garante níveis adequados de vitamina D. A médica afirma que o estilo de vida em ambientes fechados e fatores biológicos impedem a produção suficiente da substância no organismo. O diagnóstico da deficiência requer avaliação clínica direcionada, conforme diretrizes médicas atuais.

Deficiência de vitamina D

A falta da vitamina afeta principalmente a saúde óssea, sendo a relação com a osteoporose um fato estabelecido pela ciência. A endocrinologista Renata Amazonas, do Hospital da Bahia, reforça que a produção natural ocorre com 15 minutos de sol antes das 10h ou após as 16h. Pessoas com obesidade, idosos, gestantes e pacientes com doenças crônicas compõem o grupo de maior vulnerabilidade clínica.

Os níveis de vitamina D são medidos em ng/mL para determinar a necessidade de intervenção terapêutica. Valores acima de 20 ng/mL são considerados adequados para a população geral, enquanto o objetivo para pacientes com risco de perda óssea é superior a 30 ng/mL. O rastreamento populacional amplo não é recomendado, sendo a dosagem restrita a grupos específicos como crianças, adolescentes e idosos acima de 75 anos.

Saúde óssea e suplementação

Cristina Khawalli ressalta que a vitamina D passou a ser associada a diversas doenças, mas as evidências mais consistentes permanecem ligadas à saúde musculoesquelética. Renata Amazonas adverte sobre os perigos da suplementação sem supervisão profissional. O excesso da substância pode provocar intoxicação, resultando em elevação do cálcio no sangue, arritmias, alterações neurológicas e calcificações em órgãos.

O sistema de saúde brasileiro enfrenta desafios na manutenção dos níveis vitamínicos devido a fatores como o uso crônico de medicamentos e alterações na absorção intestinal. A rotina de trabalho em ambientes fechados e a pigmentação da pele também influenciam diretamente a síntese orgânica. O acompanhamento médico é essencial para evitar tanto a carência quanto a toxicidade por suplementação desnecessária.

Orientações de endocrinologistas

A orientação médica atual prioriza a prevenção de danos à pele durante a exposição solar necessária para a produção da vitamina. Pacientes com histórico de cirurgia bariátrica ou doenças hepáticas e renais devem consultar especialistas para monitorar seus níveis. A suplementação deve ser mantida apenas sob prescrição rigorosa para garantir a segurança do paciente e evitar efeitos colaterais graves.

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