Matheus Pereira, pré-candidato a deputado estadual pelo partido Missão, sofreu uma queda após receber uma rasteira durante a aula magna de Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, na Unicamp. O episódio ocorreu na quinta-feira (2 de julho de 2026), dentro das dependências da universidade em Campinas, interior paulista.
Conflito na Unicamp
O tumulto começou quando Matheus Pereira, que utiliza o nome político Matheus Campinas, interrompeu a fala de Fernando Haddad para questionar o petista sobre a gestão de impostos e sua atuação ministerial. O integrante do MBL alegou que o evento configurava campanha eleitoral antecipada. Após ser retirado do local da palestra, o pré-candidato foi empurrado e derrubado por uma rasteira, conforme registros em vídeos publicados nas redes sociais.
Matheus Pereira relatou ao Campinas Notícias que foi agredido por estudantes e por um funcionário da instituição durante o conflito. O pré-candidato a deputado federal Gabriel Piauhy, também filiado ao Missão, afirmou que um segurança de Fernando Haddad teria perseguido outro integrante do grupo, Caio Santana. O DCE da Unicamp negou as agressões por parte dos organizadores e classificou a ação dos manifestantes como uma provocação deliberada para gerar tumulto.
Agressão a Matheus Pereira
Fernando Haddad utilizou suas redes sociais para comentar a aula magna, mas omitiu qualquer menção ao confronto físico ocorrido no campus. O petista destacou diálogos com a comunidade acadêmica sobre o futuro do estado e mencionou investimentos federais em projetos como o Trem Intercidades, o Sirius e o Orion. Matheus Pereira afirmou que sua ida ao evento visava questionar o político sobre a chamada “taxa das blusinhas”, um imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
A cobrança de 20% sobre importações, embora já revogada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, gerou desgaste político significativo junto aos consumidores brasileiros. Fernando Haddad defendeu inicialmente a isonomia tributária para o varejo nacional, mas posteriormente atribuiu a reversão da medida a uma decisão de Luiz Inácio Lula da Silva sob pressão do Congresso e de governadores. O episódio na Unicamp reflete a polarização política que marca a corrida eleitoral de 2026 no estado de São Paulo.
Fernando Haddad em Campinas
O DCE da Unicamp reforçou que os manifestantes foram retirados do espaço imediatamente após o início da confusão. Não há informações sobre registros de boletins de ocorrência ou procedimentos administrativos abertos pela universidade até o momento.
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