A Go Up Entertainment depositou R$ 46,1 mil em uma conta vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo em 2 de dezembro de 2025. O valor corresponde a uma parcela do aluguel do Hospital Indianópolis, localizado na zona sul da capital paulista, utilizado como cenário para o filme Dark Horse. A juíza Samira de Castro Lorena, da 4ª Vara Cível de Jabaquara, determinou o bloqueio do montante devido a uma dívida de honorários advocatícios do estabelecimento de saúde.
Penhora judicial em São Paulo
O oficial de Justiça responsável pelo levantamento de bens no hospital encontrou a equipe da produtora norte-americana durante a execução de uma dívida de R$ 895 milhões contraída pela unidade. O profissional relatou que a equipe trabalhava na edição de cenas que retratam a internação e a cirurgia de Jair Bolsonaro após o atentado sofrido em 2018. O contrato de locação, firmado em setembro de 2025, previa o uso das dependências e equipamentos hospitalares por 46 dias.
O acordo total entre a Go Up Entertainment e o Hospital Indianópolis foi estabelecido em R$ 92,2 mil. Enquanto a primeira parcela foi paga diretamente ao proprietário, a segunda parte do pagamento sofreu a penhora judicial por ordem da magistrada Samira de Castro Lorena. Em fevereiro de 2026, o credor que move a ação judicial solicitou formalmente o acesso aos recursos depositados em juízo.
Produção do filme Dark Horse
O oficial de Justiça descreveu a ação ao registrar que, com o auxílio dos funcionários da produtora, foi possível individualizar os bens para evitar a apreensão de equipamentos da Go Up Entertainment. O documento oficial aponta que o arresto recaiu especificamente sobre o contrato de locação firmado entre a empresa e o hospital executado. A juíza Samira de Castro Lorena advertiu a produtora sobre as penalidades por desobediência caso o depósito do valor penhorado não fosse realizado conforme a ordem judicial.
A produção cinematográfica enfrenta investigações paralelas conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo e outros órgãos de controle. A dona da produtora, Karina Ferreira da Gama, é alvo de apurações sobre supostos desvios de verbas da Prefeitura de São Paulo destinados ao Instituto Conhecer Brasil. O contrato entre a gestão do prefeito Ricardo Nunes e a ONG, no valor de R$ 108 milhões, visava a instalação de pontos de acesso à internet em regiões periféricas da cidade.
Investigação de contratos da prefeitura
As autoridades investigam também repasses financeiros realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o financiamento do projeto audiovisual. A Go Up Entertainment e a administração municipal negam a existência de qualquer irregularidade nos contratos firmados. O filme Dark Horse, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, mantém o cronograma de estreia previsto para o período posterior às eleições de 2026.
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