A equipe clandestina Entre Cordas permitiu o salto de um menino de 9 anos na Ponte do Esqueleto, em Limeira, três meses antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. O acidente com a criança ocorreu em março, após uma falha no sistema de debreagem do equipamento de segurança. O pai do menor, que atuava como freelancer para o grupo, acompanhou a atividade no local.
Acidente infantil em Limeira
O integrante da equipe Luis Gustavo relatou que o menino atingiu o solo após o salto, sem que o sistema de freio funcionasse corretamente. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no mesmo local em 13 de junho, após ser lançada da estrutura sem a corda de proteção. Vídeos gravados por celular confirmaram que a vítima não estava conectada ao equipamento de segurança no momento da queda.
A Polícia Civil indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves por homicídio qualificado e fraude processual em 1 de julho. Outros três integrantes, Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves, foram indiciados por homicídio com dolo eventual. As prisões de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins foram revogadas pela Justiça após o indiciamento.
Indiciamento da Entre Cordas
Luis Gustavo afirmou que recebeu ordens diretas de Evelyne dos Santos Gonçalves para recolher a câmera da vítima após o acidente fatal. O funcionário declarou que a organizadora exigiu a recuperação do equipamento para apagar as imagens registradas. Uma ex-funcionária confirmou, por meio de áudio, que a mesma prática de ocultação de provas ocorreu após o acidente com a criança em março.
A organização Entre Cordas mantinha um padrão de negligência operacional que resultou em riscos recorrentes aos participantes das atividades de salto. A investigação policial aponta que a prioridade da liderança do grupo era a preservação da imagem da empresa em detrimento do socorro às vítimas. O histórico de falhas técnicas e a tentativa de destruição de evidências fundamentaram o indiciamento dos responsáveis pelo grupo.
Ocultação de provas em rope jump
O processo judicial segue sob análise das autoridades competentes em Limeira para determinar as penas dos envolvidos. A Polícia Civil continua a apurar se outros incidentes foram omitidos pela equipe durante o período de operação clandestina na região. Os indiciados permanecem à disposição da Justiça enquanto o inquérito detalha a responsabilidade de cada integrante no esquema de segurança falho.
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