Justiça mantém prisão de Wellington Augusto Mazini Silva

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Wellington Augusto Mazini Silva. O réu permanece detido após ser preso em flagrante no dia 7 de janeiro de 2026 em uma Unidade Básica de Saúde situada em Cananéia, no litoral sul do estado.

Prisão de Wellington Augusto Mazini Silva

A decisão judicial reforça a necessidade da manutenção da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a segurança do sistema de saúde. Os desembargadores da 3ª Câmara de Direito Criminal avaliaram que o empresário apresenta risco de reincidência ao utilizar identidades de terceiros para burlar a fiscalização. O réu responde por quatro crimes distintos: exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, estelionato e perigo para a vida ou saúde de outros.

As investigações da Polícia Civil apontam que Wellington Augusto Mazini Silva utilizava o número de CRM de outros profissionais para assinar laudos e documentos médicos. O suspeito portava carimbos e receituários de diversas clínicas e médicos durante as consultas irregulares. Em depoimento, o homem admitiu que receberia cerca de R$ 2 mil pelos atendimentos realizados na data da prisão. Uma paciente relatou às autoridades que o falso médico diagnosticou a presença de vesícula biliar em um exame de ultrassom, mesmo após ela ter passado por cirurgia para a retirada do órgão anteriormente.

Falso médico em Cananéia

O advogado Celino Barbosa de Souza Netto, que atuou anteriormente no caso, informou que não representa mais o investigado. A nova defesa do réu não foi localizada para comentar a decisão até a publicação desta matéria. O magistrado responsável pela audiência de custódia, realizada em 8 de janeiro de 2026, já havia considerado a prisão preventiva como medida indispensável, rejeitando a aplicação de cautelares alternativas solicitadas pelos advogados.

A atuação de falsos profissionais em unidades públicas de saúde compromete a integridade dos pacientes e a confiabilidade do sistema de atendimento municipal. A Justiça paulista mantém o rigor na análise de recursos para casos que envolvem a usurpação de funções regulamentadas pelo Conselho Regional de Medicina. O processo segue em tramitação para apurar a extensão das irregularidades praticadas pelo empresário em outras unidades ou clínicas.

Decisão do Tribunal de Justiça

O caso continua sob análise do Poder Judiciário, que já havia rejeitado um recurso anterior da defesa em março deste ano. A manutenção da custódia impede que o réu retorne às atividades enquanto as investigações sobre o uso indevido de registros profissionais prosseguem.

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