O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, cotado a R$ 5,202. A moeda americana registrou alta de 0,28% e atingiu o maior valor de fechamento desde o dia 30 de março.
Dólar sobe
O movimento de valorização cambial reflete a expectativa de que o Federal Reserve adote uma postura mais restritiva em relação aos juros nos Estados Unidos. O mercado financeiro aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo, conhecido como PCE, que serve como principal indicador de inflação para o banco central estadunidense. A pressão inflacionária no país norte-americano tem reduzido o apetite dos investidores por ativos de risco em mercados emergentes.
O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou o dia aos 170.506 pontos, com uma queda de 0,44%. O desempenho negativo foi puxado pela desvalorização das ações de empresas do setor de petróleo e de mineradoras. O contrato do Brent para setembro recuou 3,81%, encerrando o dia a US$ 73,87 por barril, enquanto o WTI para julho caiu 3,92%, cotado a US$ 70,34. A queda das commodities ocorreu após sinais de normalização no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz e negociações entre Estados Unidos e Irã.
Ibovespa cai
Analistas do mercado financeiro observam que a diferença entre as taxas de juros dos Estados Unidos e do Brasil diminuiu a atratividade do carry trade. Essa estratégia, que busca lucros com o diferencial de juros entre economias, perdeu força diante da perspectiva de manutenção de taxas elevadas no mercado estadunidense. Enquanto o setor de energia sofreu com a queda do petróleo, as ações ligadas ao consumo interno apresentaram ganhos, impulsionadas pelo recuo das taxas de juros futuros no cenário doméstico.
O setor de energia brasileiro enfrenta um momento de ajuste, uma vez que a Petrobras utiliza o preço do Brent como parâmetro para suas operações. A redução do prêmio de risco sobre o petróleo, motivada pelo alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, impactou diretamente o valor de mercado das companhias do segmento. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, acumula alta de 3% no ano de 2026, mantendo a pressão sobre a cotação da moeda brasileira.
Petróleo recua
O mercado financeiro segue monitorando os próximos passos do Federal Reserve para ajustar as expectativas sobre a política monetária global. A normalização do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz e as medidas de flexibilização de restrições ao petróleo iraniano permanecem como fatores centrais para a precificação das commodities nos próximos pregões. Investidores aguardam novos dados econômicos dos Estados Unidos para definir as tendências de curto prazo para o câmbio e para a bolsa brasileira.
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