Delcy Rodríguez recusa plano de reconstrução de Abelardo de la Espriella

O governo da Venezuela rejeitou neste sábado, 11/7, a proposta do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, para liderar a reconstrução das regiões atingidas pelos terremotos. A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou que a recuperação das áreas afetadas é responsabilidade exclusiva do Estado venezuelano, descartando qualquer coordenação com o futuro governo colombiano.

Rejeição de ajuda internacional

A recusa oficial ocorreu após Abelardo de la Espriella defender publicamente que a Colômbia assumisse o protagonismo na reconstrução, com foco especial no estado de La Guaira. O presidente eleito colombiano ordenou que o futuro ministro da Defesa, Jorge Eduardo Mora, organize uma equipe de engenheiros militares para estruturar o plano. Além disso, o futuro ministro do Interior, Mauricio Gómez, recebeu a incumbência de iniciar tratativas com os Estados Unidos para viabilizar a proposta internacional.

O balanço oficial atualizado neste sábado, 11/7, aponta que o número de mortos nos terremotos subiu para 4.333 pessoas. As autoridades venezuelanas confirmaram ainda 16.740 feridos, 6.462 resgatados e 17.907 desabrigados em todo o território nacional. O desastre causou o desabamento de 190 edifícios, danos estruturais em outras 856 edificações e registrou 1.202 réplicas sísmicas desde o dia 24 de junho.

Balanço de vítimas na Venezuela

Delcy Rodríguez afirmou em comunicado que o governo observou com surpresa as declarações de Abelardo de la Espriella sobre a reivindicação de amplos poderes na reconstrução. A nota oficial ressalta que todas as capacidades institucionais, técnicas e produtivas da Venezuela já foram mobilizadas para enfrentar a emergência. O regime venezuelano agradeceu a solidariedade internacional, mas reiterou que qualquer cooperação será definida estritamente no exercício de suas competências soberanas.

A crise humanitária mobiliza atualmente mais de 30 mil pessoas nas operações de resgate e assistência às vítimas em solo venezuelano. O estado de La Guaira permanece como uma das regiões mais críticas, exigindo esforços contínuos das equipes de socorro locais. A decisão de Caracas de centralizar a reconstrução reflete a postura do governo em manter o controle total sobre a gestão da catástrofe, sem permitir a ingerência de potências ou vizinhos regionais.

Plano de reconstrução de La Guaira

O governo da Colômbia não detalhou novos passos após a negativa formal emitida pelas autoridades venezuelanas neste sábado. A equipe de transição de Abelardo de la Espriella mantém o plano de estruturar a colaboração com a iniciativa privada, aguardando desdobramentos diplomáticos sobre a oferta de auxílio militar e técnico.

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