Antônio Vinícius Gritzbach detalha absolvição pelo PCC

Antônio Vinícius Gritzbach narrou em vídeo sua absolvição pelo Primeiro Comando da Capital durante reunião com o Ministério Público de São Paulo em 10 de janeiro de 2024. O corretor de imóveis prestou depoimento aos promotores Lincoln Gakiya, Fábio Bechara e Carlos Bruno Gaya da Costa para formalizar sua delação premiada. O depoimento ocorreu meses antes de sua execução no Aeroporto Internacional de Guarulhos, ocorrida em novembro de 2024.

Gravação inédita de Gritzbach

A gravação detalha o sequestro sofrido pelo corretor em janeiro de 2022, após ser convocado por Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreira. O encontro visava esclarecer o duplo homicídio de Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, e seu motorista Antônio Corona Neto, o Sem Sangue. Antônio Vinícius Gritzbach era suspeito pela facção de ordenar as mortes ocorridas em dezembro de 2021, acusação que ele negou durante as tratativas com o Gaeco.

O processo de delação premiada avançou com a assinatura do acordo em março de 2024 e a posterior homologação pela Justiça paulista em abril de 2024. As denúncias apresentadas pelo corretor incluíam esquemas de lavagem de dinheiro, movimentações financeiras ilícitas e o envolvimento de policiais com membros do PCC. O conteúdo das revelações serviu como base para a investigação sobre a rede criminosa que operava na capital paulista.

Detalhes do tribunal do PCC

Antônio Vinícius Gritzbach descreveu aos promotores do Gaeco os bastidores do tribunal do crime, sistema utilizado pela facção para julgar traidores ou membros que descumprem regras internas. O corretor afirmou ter comparecido sozinho ao local do julgamento, por volta das 9h, para prestar esclarecimentos sobre os contratos milionários que gerenciava para Anselmo Becheli Santa Fausta. O depoimento registra o momento em que ele convenceu a alta cúpula da facção de sua inocência, resultando em sua liberação.

A execução de Antônio Vinícius Gritzbach ocorreu em novembro de 2024, na área de desembarque do terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. O crime aconteceu diante de diversas testemunhas logo após o retorno de uma viagem de uma semana em Alagoas. O assassinato interrompeu os desdobramentos judiciais das denúncias que ele havia entregue ao Ministério Público de São Paulo sobre a estrutura da organização criminosa.

Execução no aeroporto de Guarulhos

O Tribunal de Justiça de São Paulo mantém o andamento de processos relacionados ao caso, incluindo a anulação de júris anteriores devido a tumultos em plenário. Novas datas foram agendadas para o julgamento dos policiais militares acusados de envolvimento na execução do corretor. O Ministério Público de São Paulo continua monitorando os desdobramentos das denúncias sobre a lavagem de dinheiro e a corrupção policial reveladas pelo delator.

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