A Universidade de Brasília (UnB) sedia o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as), conhecido como Copene, entre os dias 28 e 31 de julho. O campus Darcy Ribeiro receberá milhares de participantes para o maior encontro de intelectuais e acadêmicos negros do país, incluindo pesquisadores da América Latina.
Congresso Nacional de Pesquisadores Negros
A programação do evento inclui a realização de minicursos, oficinas, painéis e mesas redondas voltadas ao fortalecimento de redes de pesquisa. Os organizadores confirmam o lançamento de dezenas de livros durante os quatro dias de atividades. A coordenação do congresso é realizada pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB, pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) e pelo Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a proporção de pessoas pardas com graduação subiu de 2,4% para 12,3% entre 2000 e 2022. No mesmo período, o percentual de pessoas pretas com curso superior avançou de 2,1% para 11,7%. Atualmente, o país conta com cerca de 15 mil pesquisadores negros, enquanto o número de doutores negros liderando grupos certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) saltou de 8,1% para 22,6%.
Pesquisadores negros na UnB
A organização do Copene define o encontro como um espaço estratégico para a valorização dos saberes afrodiaspóricos e a formulação de propostas de justiça social. O evento busca promover a equidade racial através da divulgação da produção científica nacional. A participação de estudiosos internacionais amplia o debate sobre a inserção de pesquisadores negros em instituições de ensino superior e centros de pesquisa.
A Universidade de Brasília mantém um histórico de pioneirismo ao adotar cotas raciais em 2003, política que hoje abrange todas as 69 universidades federais brasileiras por força da Lei 12.711/2012. Apesar do crescimento recente, o acesso ao ensino superior ainda apresenta disparidades, visto que 25,3% da população branca possui graduação, índice superior ao observado entre a população negra. A representatividade de pretos e pardos no total da população brasileira é de 55,5%, o que motiva a continuidade das políticas afirmativas discutidas no congresso.
Copene 2026 Brasília
O evento consolida o papel da UnB como polo de discussão sobre ações afirmativas no sistema educacional brasileiro. Interessados em detalhes sobre a programação e inscrições devem consultar os canais oficiais do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB ou da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as).
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