A UEFA oficializou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, que não aplicará o cartão vermelho para jogadores que cobrirem a boca durante confrontos com adversários. A decisão contraria a orientação da FIFA, que adotou a punição severa durante a Copa do Mundo de 2026. A medida da entidade europeia abrange competições como a Liga dos Campeões, Liga Europa, Liga Conferência e a Eurocopa.
Regras da UEFA
A International Football Association Board (IFAB) alterou o regulamento em abril deste ano para permitir a expulsão de atletas que ocultem a boca em discussões. A FIFA já utilizou a regra para punir os jogadores Miguel Almirón, do Paraguai, e Piero Hincapié, do Equador. A UEFA, contudo, informou às federações nacionais que prefere manter a interpretação baseada no bom senso dos árbitros em cada lance específico.
A nova diretriz da UEFA estabelece que o cartão amarelo será aplicado apenas quando o atleta tentar ocultar a comunicação como um ato de conduta antidesportiva. O órgão reforçou que essa postura não impede investigações disciplinares posteriores caso o comportamento seja considerado grave. A entidade mantém o rigor em casos de ofensas, mas delega ao juiz a análise do contexto da interação entre os jogadores.
Punições no futebol
O chefe da arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, defendeu em junho a aplicação da regra em situações de confronto. Segundo Pierluigi Collina, conversas amigáveis não possuem restrições, mas cobrir a boca durante uma briga sinaliza algo potencialmente errado. O meia Jude Bellingham exemplificou a aplicação do critério ao conversar com Jordan Ayew sem ser punido, pois a situação não foi classificada como confrontativa.
A regra, apelidada no Brasil de Lei Vini. Jr., surgiu após o jogador Gianluca Prestianni, do Benfica, ser acusado de racismo contra Vinícius Júnior, do Real Madrid. O atleta argentino negou as acusações de racismo, mas recebeu uma suspensão de 6 partidas por conduta homofóbica, sendo que 3 jogos da pena foram convertidos em suspensão condicional. A medida busca combater ofensas verbais proferidas sob o disfarce da cobertura da boca com a camisa.
Decisões da IFAB
A UEFA continuará monitorando o comportamento dos atletas em campo para garantir a integridade das competições. Procedimentos disciplinares serão abertos sempre que houver evidências de infrações graves, independentemente da aplicação imediata de cartões durante a partida. A entidade reforça que o regulamento não proíbe o gesto de forma absoluta, desde que não ocorra em cenários de conflito direto.
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