O Tribunal de Justiça de São Paulo remarcou para o período de 22 a 26 de fevereiro de 2027 o julgamento dos três policiais militares acusados de envolvimento nas mortes de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach e Celso Novais. A decisão ocorreu após a anulação da sessão iniciada em 22 de junho de 2026, que foi interrompida cerca de nove horas depois do início dos trabalhos.
Júri do caso Gritzbach
O impasse jurídico surgiu durante uma discussão entre o promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes e os advogados de defesa dos réus. O conflito escalou quando o representante do Ministério Público de São Paulo questionou depoimentos relacionados a outro processo envolvendo o advogado Mauro Ribas Júnior. A defesa contestou a pertinência das perguntas, alegando que o tema era estranho aos autos, e optou por deixar o plenário, impossibilitando a continuidade do rito processual.
O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo manteve a prisão preventiva do tenente Fernando Genauro da Silva, do cabo Denis Antonio Martins e do soldado Ruan Silva Rodrigues. O magistrado fundamentou a manutenção da custódia na ausência de alterações no cenário processual que justificassem a liberdade dos acusados. O julgamento original estava previsto para ocorrer entre os dias 22 e 26 de junho de 2026, conforme cronograma estabelecido em fevereiro deste ano.
Policiais militares réus
O Ministério Público de São Paulo emitiu nota oficial lamentando a conduta dos advogados e afirmou que a dissolução do Conselho de Sentença ocorreu exclusivamente pela recusa da defesa em prosseguir com o julgamento. A Promotoria destacou que o abandono do plenário gera custos ao erário público e causa a revitimização das famílias enlutadas pelo crime. O promotor Rodrigo Merli Antunes sustentou que a postura da defesa apenas posterga a prestação jurisdicional necessária para a pacificação dos conflitos.
A sociedade paulista acompanha o desdobramento deste caso devido à conexão das vítimas com o Primeiro Comando da Capital. O empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach atuava como delator da facção criminosa antes de ser assassinado, o que confere alta complexidade ao processo judicial. O sistema de consulta processual do Tribunal de Justiça de São Paulo permite que cidadãos acompanhem o andamento do caso através do portal oficial tjsp.jus.br utilizando o número do processo.
Adiamento no TJSP
O novo júri popular está agendado para ocorrer na Comarca de Guarulhos entre os dias 22 e 26 de fevereiro de 2027. A manutenção das prisões preventivas dos três policiais militares permanece vigente até a nova data definida pelo Poder Judiciário.
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