Tesouro Nacional registra dívida pública de R$ 9 trilhões

O Tesouro Nacional confirmou nesta sexta-feira (26/6) que a Dívida Pública Federal atingiu o patamar de R$ 9 trilhões durante o mês de maio de 2026. O montante representa um avanço de 2,66% na comparação direta com os dados registrados em abril deste ano.

Tesouro Nacional registra dívida

A variação do estoque decorre da emissão líquida de títulos no valor de R$ 134,46 bilhões, somada à apropriação positiva de juros de R$ 99,94 bilhões. O governo federal utiliza esses mecanismos para financiar o déficit orçamentário, cobrindo a diferença entre as despesas da máquina pública e a arrecadação total. Apesar do crescimento, o prazo médio para o refinanciamento da dívida ficou em 4,07 anos, mantendo-se dentro dos limites estabelecidos pelo Plano Anual de Financiamento de 2026.

A composição da dívida revela que 48,99% do total está atrelado à taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano. Outros 26,26% do estoque seguem índices de preços como o IPCA, enquanto 21% são compostos por títulos prefixados. As Instituições Financeiras permanecem como as maiores detentoras desses papéis, concentrando 31,54% do volume total, seguidas pela Previdência Social, com 22,92%, e pelos Fundos de Investimento, com 21,74%.

Composição da dívida pública

O governo federal mantém uma reserva de liquidez, conhecida como “colchão”, para garantir o pagamento dos vencimentos da dívida pública. Este montante na Conta Única do Tesouro Nacional cresceu 10,90% em maio, alcançando R$ 1,2 bilhão. O valor atual em caixa é suficiente para quitar as obrigações de títulos por um período de 9,14 meses. Informações detalhadas sobre a gestão desses recursos podem ser consultadas diretamente no portal oficial do Tesouro Nacional em tesouro.fazenda.gov.br.

O aumento do endividamento impacta diretamente a gestão das contas públicas, visto que o estoque atual superou as projeções iniciais do Plano Anual de Financiamento de 2026. O planejamento previa uma variação entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões para o encerramento do exercício, mas o ritmo de crescimento dos juros e a necessidade de emissão de novos títulos mantêm a trajetória de alta. Em 2025, o estoque total da dívida havia fechado em R$ 8,6 trilhões, evidenciando a aceleração do endividamento no período recente.

Colchão de liquidez federal

O monitoramento mensal realizado pelo Tesouro Nacional permite que investidores e cidadãos acompanhem a evolução dos vencimentos e a estratégia de financiamento da União. O órgão publica regularmente o Relatório Mensal da Dívida para garantir a transparência sobre a composição dos títulos e a participação dos diferentes detentores no mercado financeiro nacional.

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