O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, dois cidadãos brasileiros e três empresas nacionais por supostas conexões com a facção criminosa PCC. As medidas atingem diretamente Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das companhias Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e Wave Construções Inteligentes Ltda. A decisão fundamenta-se nas Ordens Executivas nº 13.224 e nº 14.059, que combatem o terrorismo e o tráfico internacional de drogas.
Sanções contra brasileiros
As sanções impostas pelo governo americano determinam o bloqueio imediato de todos os bens e direitos dos alvos que estejam sob jurisdição dos Estados Unidos. Fica proibida qualquer transferência de crédito, operação de câmbio ou fornecimento de empréstimos envolvendo instituições financeiras americanas e os sancionados. Além disso, cidadãos e empresas dos Estados Unidos estão impedidos de investir ou adquirir valores mobiliários de capital ou dívida das entidades citadas. O descumprimento dessas determinações pode resultar em penalidades civis ou criminais severas para os envolvidos.
O governo dos Estados Unidos aponta que Victor Henrique de Oliveira Shimada teria movimentado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos provenientes de atividades criminosas. O montante, segundo as autoridades americanas, foi processado em diversas cidades dos Estados Unidos utilizando criptomoedas para viabilizar o retorno do capital ao Brasil em benefício do PCC. O Tesouro dos EUA afirma que as três empresas sancionadas são de propriedade de Victor Henrique de Oliveira Shimada ou são geridas sob seus interesses diretos.
PCC e lavagem de dinheiro
Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira é identificada pelas autoridades americanas como uma associada próxima e parente de Victor Henrique de Oliveira Shimada. Ela atuava, segundo a investigação, como secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em espécie, oferecendo suporte logístico para as operações de lavagem de dinheiro. O governo americano classificou o PCC como a maior organização terrorista da América Latina em maio de 2026, o que permitiu a aplicação das sanções sob a Ordem Executiva nº 13.224.
A segurança nacional dos Estados Unidos é citada pelo Tesouro americano como o principal motivo para a ação, devido à presença de agentes da facção na Flórida. O grupo é acusado de lavar dinheiro do narcotráfico e de realizar o contrabando de grandes somas em espécie para cartéis, gerando fluxos de receita contínuos para a organização criminosa. As empresas e indivíduos sancionados agora enfrentam isolamento financeiro total no sistema americano, sem possibilidade de movimentar ativos ou realizar negócios com entidades sob jurisdição dos Estados Unidos.
Bloqueio de bens nos EUA
As autoridades americanas mantêm a lista de indivíduos e entidades sancionadas disponível para consulta pública através do site oficial do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, em home.treasury.gov. Qualquer pessoa ou empresa que mantenha relações comerciais com os alvos listados pode estar sujeita a investigações e penalidades por parte do governo americano. Não houve manifestação dos citados até a publicação desta matéria.
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