Dois terremotos sucessivos atingiram a Venezuela entre quarta-feira (24/6) e quinta-feira (25/6), provocando uma crise humanitária sem precedentes no sistema hospitalar. O primeiro tremor registrou 7,2 graus de magnitude, seguido por um segundo abalo de 7,5 graus apenas 39 segundos depois. A infraestrutura médica, que já operava com limitações severas, enfrenta agora uma demanda massiva por atendimentos de emergência.
Terremotos na Venezuela
O Ministério da Saúde da Venezuela ativou uma rede composta por oito hospitais públicos na região metropolitana de Caracas para tentar conter o fluxo de vítimas. Pelo menos 10 clínicas privadas também foram integradas ao esforço de socorro para atender a população atingida. Apesar dessas medidas, centros médicos em La Guaira e Tucacas relatam a falta absoluta de itens básicos, como bandagens e medicamentos essenciais.
Os números oficiais contabilizam 1.430 mortos e mais de 3.200 feridos com diferentes níveis de gravidade decorrentes dos desastres naturais. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de desaparecidos possa chegar a 50 mil pessoas ainda sob os escombros. O médico Franklin Rodríguez, que atua em Caracas e viajou 30 km para auxiliar em La Guaira, confirmou que os hospitais locais estão completamente lotados.
Colapso hospitalar venezuelano
Pedro Javier Fernández, membro da equipe Médicos Unidos pela Venezuela, afirma que o país vivencia uma complexa emergência humanitária que impede a assistência básica. Segundo o profissional, a falta de suprimentos médicos torna o cenário atual mais difícil de enfrentar do que em outras nações. O cidadão Carlos V. denunciou publicamente que o Hospital Dr. Lino Arévalo, localizado em Tucacas, não possui sequer bandagens para os pacientes.
A escassez de recursos obriga os centros de saúde a solicitarem que os próprios pacientes levem seus suprimentos médicos para receber atendimento. A situação reflete um histórico de deterioração na infraestrutura hospitalar venezuelana, que já enfrentava dificuldades na oferta de insumos antes dos terremotos. A população local busca alternativas enquanto o sistema público permanece em colapso, sem capacidade de absorver o volume de feridos.
Crise humanitária em Caracas
As equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes presos sob os escombros em diversas regiões afetadas pelos abalos sísmicos. O governo mantém a mobilização da rede hospitalar enquanto aguarda a chegada de possíveis auxílios para suprir a carência crítica de medicamentos e equipamentos.
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