Terremotos na Venezuela deixam 164 mortos e 970 feridos

Dois terremotos de 7.2 e 7.5 graus na escala Richter atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24 de junho. O desastre natural provocou uma resposta imediata de diversos chefes de Estado ao redor do mundo. A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, coordena as ações de resposta em Caracas.

Abalos sísmicos na Venezuela

O balanço oficial atualizado aponta 164 mortos e 970 feridos em decorrência dos tremores. O Serviço Geológico dos EUA (USGS) projeta que o número de vítimas pode chegar a dezenas de milhares. A estimativa do órgão indica uma perda econômica severa, variando entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou consternação e prometeu assistência humanitária ao governo venezuelano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu agências federais a prepararem o envio de equipes de resgate e recursos médicos. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou a mobilização de suporte técnico para as áreas afetadas.

Ajuda internacional após terremoto

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que enviará pessoal especializado em resgate e assistência médica após solicitação oficial. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, destacou que profissionais de saúde cubanos já atuam na assistência direta aos feridos. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, ofereceu ajuda humanitária, gesto que foi publicamente agradecido pela presidente Delcy Rodríguez.

A instabilidade geológica interrompeu temporariamente as tensões diplomáticas entre a Venezuela e a Guiana sobre o território de Essequiba. O governo da China também declarou prontidão para fornecer apoio logístico e material ao país sul-americano. A cooperação internacional envolve nações como França, Irã, Arábia Saudita, Turquia, Índia, Rússia e Paquistão, além da União Europeia.

Resposta humanitária em Caracas

As equipes de busca e resgate internacionais devem iniciar as operações de campo nas próximas horas conforme os acordos de cooperação forem formalizados. O governo venezuelano mantém a centralização das informações oficiais sobre o desastre em seus canais de comunicação governamentais. A assistência médica emergencial permanece como a prioridade imediata para conter o avanço do número de óbitos.

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