Terremoto na Venezuela deixa 180 mortos e feridos

O terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter atingiu a Venezuela na quarta-feira, 24 de junho de 2026. O evento sísmico causou a morte de mais de 180 pessoas e deixou cerca de 1,5 mil feridos em diversas cidades venezuelanas. O tremor foi registrado como um dos mais intensos da história do continente sul-americano.

Terremotos na Venezuela

O Brasil sentiu apenas reflexos leves do abalo em cidades como Manaus e Belém. A localização geográfica brasileira, situada no centro da placa Sul-Americana, protege o território de grandes catástrofes tectônicas. Países vizinhos próximos à cordilheira dos Andes enfrentam riscos maiores por estarem localizados nas bordas de encontro entre placas rochosas.

A crosta terrestre funciona como um casco de tartaruga composto por placas que se movimentam até 10 centímetros por ano. A placa Sul-Americana possui trechos com espessura de até 200 quilômetros. O interior do planeta gera altas temperaturas que impulsionam o deslocamento constante dessas placas litosféricas.

Placas tectônicas sul-americanas

O geógrafo e historiador Sergio Ribeiro Santos, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, compara a superfície da Terra a peças de um casco de tartaruga. O geógrafo Sergio de Moraes Paulo, mestre pela Universidade de São Paulo (USP), utiliza a analogia de uma casca de ovo fragmentada. Sergio de Moraes Paulo explica que o manto terrestre, semelhante à clara de um ovo, movimenta as placas tectônicas.

A população brasileira permanece distante das zonas de atrito constante entre placas, o que reduz a incidência de grandes terremotos no país. O choque entre placas rochosas ocorre principalmente nas áreas de limite, onde a energia acumulada pela tensão é liberada. A estrutura geológica do Brasil garante estabilidade frente aos eventos que frequentemente impactam nações vizinhas.

Geologia do Brasil

As autoridades venezuelanas seguem com as operações de busca por sobreviventes nas áreas afetadas pelos dois terremotos. O governo da Venezuela coordena o atendimento aos feridos e a avaliação dos danos estruturais nas cidades atingidas. A comunidade internacional monitora os desdobramentos do desastre natural ocorrido na região norte do continente.

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