A seleção da Noruega celebrou a vitória por 3 a 2 sobre o Senegal com uma coreografia que simula a remada viking no gramado. O meio-campista Martin Ødegaard liderou a comemoração ao utilizar um tambor e baquetas para ditar o ritmo dos atletas. A manifestação cultural tornou-se a marca registrada da torcida norueguesa durante as partidas da Copa do Mundo de 2026.
Remada viking na Copa
A prática reproduz os movimentos dos antigos navegadores escandinavos, povo que habitou a Dinamarca, a Suécia e a Noruega entre os séculos 8 e 11. Além da atividade marítima, esses grupos dedicavam-se à agricultura, cultivando itens como cevada, repolho e nabo em suas terras. O comércio diversificado, que incluía a troca de peles e mel por especiarias e sal, consolidou a influência econômica desses povos na Europa.
A expansão viking alcançou territórios distantes, como o rio Volga, na atual Rússia, e chegou à América do Norte no final do século 10. Durante essas incursões, os nórdicos estabeleceram relações conflituosas com grupos nativos, aos quais denominavam Skræling. A engenharia naval desenvolvida por esse povo permitiu viagens de longa distância, fundamentais para o sucesso de suas expedições comerciais e militares pelo continente europeu.
Seleção da Noruega celebra
Davy Cooper, representante do Shetland Amenity Trust, destaca que a identidade cultural era expressa por meio de joias com significados religiosos. Segundo Davy Cooper, o uso do martelo de Thor simbolizava a busca por proteção divina e a defesa da ordem contra inimigos. Na mitologia nórdica, Thor é reconhecido como o deus do trovão, ocupando um papel central na crença e na iconografia daquele período histórico.
A herança viking molda a identidade nacional norueguesa e influencia as manifestações contemporâneas de seus cidadãos em eventos globais. O uso de símbolos históricos em estádios de futebol conecta a população atual às tradições de seus ancestrais escandinavos. A coreografia da remada viking reforça o orgulho nacional e a valorização da história marítima do país perante o público internacional.
História dos povos vikings
Os torcedores noruegueses continuam a realizar a coreografia em diversos jogos da Copa do Mundo de 2026. A sincronia dos movimentos busca homenagear a trajetória dos povos originários da Escandinávia. A organização do torneio permite que as seleções expressem suas raízes culturais através de celebrações específicas após os confrontos esportivos.
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