Sébastien Lecomu informou nesta terça‑feira, 23 de junho de 2026, que 40 pessoas morreram afogadas nos últimos dias ao tentar se refrescar em rios e canais da França. O primeiro‑ministro divulgou o número durante coletiva de imprensa em Paris, destacando que os óbitos se concentram entre 18 e 22 de junho.
A tragédia surge em meio a uma onda de calor que eleva as temperaturas a 40 °C em grande parte do território e pode alcançar 43 °C no oeste, segundo a Meteo France. O calor extremo provocou alerta vermelho em 54 departamentos, situação inédita segundo meteorologistas. Escolas e redes de transporte foram interrompidas, e passageiros de trens entre Paris e Bruxelas enfrentam cancelamentos.
Desde 18 de junho, as autoridades registram 40 mortes, a maioria de jovens, conforme dados recebidos pelo governo. Em Carpentras, duas crianças de 2 e 4 anos foram encontradas inconscientes no carro da família; socorristas não conseguiram reanimá‑las. A ministra do Esporte, Marina Ferrari, alertou contra o uso de áreas não autorizadas para natação, embora reconheça a necessidade de buscar alívio do calor.
“Um triste flagelo no que diz respeito a afogamentos, já que os números mais recentes que acabamos de receber mostram 40 mortes desde 18 de junho, a maioria delas de jovens”, declarou Sébastien Lecornu, ministro da Coesão Territorial, antes de reunião de emergência sobre a onda de calor. Marina Ferrari acrescentou que “entendemos a necessidade de escapar do calor, mas nadar em locais perigosos coloca vidas em risco”. O presidente da MEDEF, Patrick Martin, relatou que “as empresas estão operando em ritmo lento e adotando recomendações para proteger os funcionários”.
A crise climática intensifica episódios como este; a Organização Meteorológica Mundial aponta que a Europa aquece a um ritmo duas vezes superior à média global. O padrão climático “bloqueio ômega”, responsável pela atual onda, cria uma massa de ar quente centralizada entre duas áreas frias, elevando as temperaturas dia após dia. A Meteo France comparou a situação à onda de calor de agosto de 2003, que durou 16 dias e gerou cerca de 80 mil mortes adicionais na Europa, segundo a União Europeia.
A atividade empresarial desacelera: em Paris, trabalhadores sofrem com noites sem sono em apartamentos mal equipados para o calor, e o presidente da MEDEF, Patrick Martin, afirmou que “as empresas, na medida do possível, estão implementando recomendações para proteger seus funcionários”. O governo francês mantém reunião de emergência para coordenar respostas sanitárias e de segurança, enquanto autoridades de Reino Unido, Itália, Suíça e Espanha também lidam com temperaturas recordes que afetam escolas e transportes.
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