Os rodoviários do município do Rio de Janeiro retomaram as atividades nesta quarta-feira, 1 de julho de 2026, após a suspensão da greve da categoria. A decisão ocorreu durante assembleia realizada após a intervenção do desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), que solicitou o retorno imediato dos serviços. Os trabalhadores mantêm o estado de greve, mas os ônibus voltaram a circular normalmente pelas ruas da capital fluminense.
Rodoviários suspendem greve no Rio
A paralisação, que durou três dias, foi interrompida sem a aplicação de descontos nos salários dos profissionais pelos dias parados. O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim conduziu uma audiência de conciliação para evitar maiores prejuízos à mobilidade urbana da população carioca. Uma nova reunião entre o sindicato da categoria e o sindicato patronal, o Rio Ônibus, está agendada para a próxima segunda-feira, 6 de julho de 2026, para discutir as reivindicações pendentes.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, exige um reajuste salarial de 17%, a ser aplicado em duas etapas distintas. A categoria pleiteia um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e de R$ 4 mil para condutores de ônibus urbanos convencionais. Em contrapartida, o Rio Ônibus oferece um reajuste de 4,39%, baseado no IPCA, alegando dificuldades financeiras decorrentes da crise de receita e da redução de subsídios por quilômetro rodado.
Negociação salarial dos rodoviários
As demandas dos trabalhadores incluem ainda um vale-alimentação no valor de R$ 1 mil, superando a oferta patronal de R$ 860. Sebastião José defende que a valorização da profissão deve ser compatível com a responsabilidade exercida pelos motoristas no transporte diário da população. Além do reajuste financeiro, os rodoviários reivindicam a implementação de um plano de saúde e a fixação de uma jornada de trabalho diária de 7 horas e meia.
O impasse entre as partes reflete a crise estrutural enfrentada pelo setor de transporte público na capital fluminense. A manutenção do estado de greve permite que a categoria retome a paralisação caso as negociações da próxima segunda-feira não apresentem avanços significativos. O Rio Ônibus sustenta que a proposta de 4,39% é o limite possível diante da atual conjuntura econômica das empresas operadoras.
Ônibus voltam a circular no Rio
As negociações futuras determinarão se o sistema de transporte público permanecerá estável ou se enfrentará novas interrupções. O acompanhamento dos desdobramentos pode ser realizado por meio da programação do Repórter Brasil, disponível na TV Brasil, que detalha os desdobramentos das audiências de conciliação. A população deve monitorar os canais oficiais do TRT-RJ para atualizações sobre possíveis novas paralisações ou acordos definitivos.
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