Rodoviários e patrões agendam audiência no TRT1

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região agendou para a próxima segunda-feira, 13 de julho, uma audiência de conciliação entre os rodoviários e os representantes patronais. O encontro visa definir os rumos do movimento grevista que afeta o sistema de transporte coletivo no Rio de Janeiro. A sessão anterior, prevista para esta quarta-feira, 8 de julho, foi adiada pela corte trabalhista para permitir que as partes alcancem um consenso sobre o reajuste salarial da categoria.

Audiência no TRT1

Os trabalhadores permanecem em estado de greve desde o dia 29 de junho, após rejeitarem a oferta das empresas. O sindicato patronal, representado pelo Rio Ônibus, elevou a proposta inicial de 4,39% para 4,5% de reajuste, índice considerado insuficiente pelos rodoviários. A paralisação causou transtornos significativos à rotina dos cariocas, com relatos de trabalhadores enfrentando atrasos superiores a duas horas para chegar aos seus postos de trabalho. A rede de transporte, composta por ônibus articulados, metrô e trens, não conseguiu absorver a demanda reprimida durante os dias de interrupção dos serviços.

A categoria pleiteia originalmente um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de veículos articulados e R$ 4 mil para os demais profissionais. A reivindicação inicial incluía um reajuste de 17%, dividido em duas parcelas de 8% e 8,5%, além de um tíquete alimentação no valor de R$ 1 mil. Em assembleia realizada no dia 7 de julho, os rodoviários flexibilizaram a pauta, reduzindo a exigência de reajuste para 12%, também parcelado. O pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária permanece como um dos pontos centrais de disputa entre os trabalhadores e as empresas.

Reajuste dos rodoviários

O Rio Ônibus declarou, por meio de nota oficial, que mantém as negociações ativas com o objetivo de firmar um acordo definitivo. A entidade patronal afirmou que espera resolver o conflito para afastar a possibilidade de uma nova greve no sistema de transporte. O repórter Douglas Corrêa, da Agência Brasil, acompanhou os desdobramentos da crise que impacta a mobilidade urbana na capital fluminense. A categoria, em assembleia realizada no dia 2 de julho, optou por suspender a greve imediata, mas manteve o estado de alerta enquanto aguarda os resultados das mediações conduzidas pelo TRT1.

A população carioca sofreu os impactos diretos da falta de ônibus urbanos nas ruas, o que sobrecarregou os modais de alta capacidade. O sistema de transporte público do Rio de Janeiro enfrenta um cenário de instabilidade desde o início das manifestações da categoria no final de junho. O desfecho das negociações na próxima segunda-feira definirá se o serviço de transporte será normalizado ou se haverá a retomada das paralisações. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região atua como mediador para evitar que o impasse continue prejudicando o deslocamento diário dos cidadãos.

Greve no Rio de Janeiro

As partes devem comparecer à sede do TRT1 na segunda-feira para apresentar as novas propostas de reajuste. O resultado da audiência será determinante para a manutenção ou o encerramento definitivo do estado de greve declarado pelos rodoviários.

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