Rede Sismográfica Brasileira registra tremor de magnitude 2,1 em Piúma

Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou tremor de magnitude 2,1 na costa de Piúma, Espírito Santo, às 14h12 do dia 20 de junho 2026. O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) confirmou o evento, apontando que o epicentro ficou localizado no oceano, sobre a plataforma continental.

O sismo foi detectado pelas estações da RSBR e, após verificação, não houve relatos de moradores que tenham sentido o abalo. A Defesa Civil de Piúma não recebeu chamadas de emergência e não registrou danos materiais. A RSBR destacou que a região da plataforma continental costuma apresentar esse tipo de ocorrência, considerada comum em áreas marítimas.

Segundo a própria RSBR, o último tremor registrado no estado do Espírito Santo aconteceu em julho de 2021, próximo ao município de Pancas, com magnitude 1,4. Eventos de baixa magnitude como o de 2,1 são frequentes no Brasil, onde a crosta terrestre sofre pressões geológicas constantes. A maioria desses abalos não é percebida pela população devido à profundidade e à baixa energia liberada.

Roberto Silva, diretor da Rede Sismográfica Brasileira, afirmou que “o registro confirma a atividade sísmica habitual na plataforma continental, sem risco imediato à população”. Já Mariana Costa, pesquisadora do Centro de Sismologia da USP, explicou que “a magnitude 2,1 indica um movimento pequeno, incapaz de causar danos, mas importante para monitoramento contínuo”. Ambos ressaltaram a necessidade de manter a rede de sensores operando em todo o litoral.

A ocorrência reforça a percepção de que o Brasil, embora situado no interior da Placa Sul‑Americana, experimenta tremores quase semanalmente. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que mais de 90 % dos sismos registrados no país têm magnitude inferior a 3,0. Esse padrão histórico ajuda a orientar políticas de prevenção e a orientar a população sobre a real probabilidade de sentir abalos.

Não há informações sobre medidas adicionais a serem adotadas após o evento. A RSBR continuará monitorando a atividade sísmica na região e divulgará atualizações caso novos registros ocorram.


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