O Partido dos Trabalhadores classificou como um ataque de extremistas a interrupção da aula magna ministrada por Fernando Haddad na Unicamp, em Campinas, na quinta-feira (2 de julho de 2026). O pré-candidato ao governo de São Paulo palestrava no campus quando foi confrontado por um grupo de manifestantes. Entre os presentes estava Matheus Pereira, pré-candidato a deputado estadual pelo partido Missão e integrante do Movimento Brasil Livre.
Interrupção de aula na Unicamp
A confusão envolveu empurrões e agressões físicas durante a atividade acadêmica. Matheus Pereira, também conhecido como Matheus Campinas, afirmou ao portal Campinas Notícias que pretendia questionar Fernando Haddad sobre a taxação de compras internacionais e sua gestão ministerial. O integrante do MBL relatou ter sofrido socos e chutes desferidos por estudantes e funcionários presentes no local.
Vídeos compartilhados em redes sociais mostram o momento da interrupção, enquanto outros participantes do evento alegam que o questionamento inicial de Matheus Pereira focava no escândalo do INSS. O ex-ministro Fernando Haddad aparece nas imagens sem compreender as falas dos manifestantes no instante do tumulto. A equipe de campanha do petista informou que não se manifestará sobre o ocorrido até o momento.
Agressões contra Fernando Haddad
O Partido dos Trabalhadores emitiu nota oficial condenando a ação e vinculando o grupo a episódios anteriores de hostilidade. A sigla mencionou que esta é a segunda vez que integrantes do mesmo movimento político provocam conflitos em atos de Fernando Haddad. O partido reforçou que o objetivo das agendas estaduais é o debate de propostas para o desenvolvimento econômico e social de São Paulo.
O histórico de confrontos inclui a cerimônia de entrega do título de cidadão honorário de Santo André ao ex-ministro. Naquela ocasião, o pré-candidato a deputado federal Gabriel Piauhy interrompeu o evento para cobrar explicações sobre o escândalo do INSS. Tais episódios marcam a escalada de tensões entre grupos políticos opostos durante o período de pré-campanha eleitoral no estado.
MBL e PT em conflito
A equipe de comunicação de Fernando Haddad mantém a postura de não emitir novos comunicados sobre o incidente na Unicamp. O Partido dos Trabalhadores sustenta que a estratégia de campanha permanece focada em percorrer o estado para discutir projetos de interesse público. Não foram anunciadas medidas judiciais imediatas por parte dos envolvidos até a publicação desta matéria.
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