Polícia Federal iniciou investigação na madrugada de 20 de junho de 2026 sobre a invasão ao sistema nacional de notificações de desastres da Defesa Civil. O ataque ocorreu entre 23h41 e 1h23, quando foram enviados alertas falsos a usuários de telefonia móvel em sete estados e no Distrito Federal, segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, explicou que a invasão gerou dez notificações: nove via Cell Broadcast, tecnologia implantada em 2025, e uma via SMS, ainda utilizada em 2024. O primeiro alerta foi disparado para Curitiba, e rapidamente se espalhou para capitais e municípios menores de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, atingindo cerca de 30 milhões de pessoas.
A análise preliminar da Agência Brasil indica que as mensagens chegaram a residentes de oito estados, somando aproximadamente 30 milhões de usuários. As notificações continham texto com palavras incomuns, como “misantropia” e “invasão alienígena”, além de um alerta sonoro padrão. O Cell Broadcast permite o envio imediato de avisos sem necessidade de aplicativo ou cadastro prévio, o que facilitou a rápida disseminação das informações falsas.
“Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast e uma pelo sistema SMS”, afirmou Wolnei Wolff em entrevista coletiva na manhã de 20 de junho. “O primeiro alerta foi disparado para Curitiba e, logo depois, outras regiões começaram a receber as mensagens”. O secretário acrescentou que a Polícia Federal, em conjunto com a equipe técnica da Defesa Civil, determinará se a ação partiu de um indivíduo ou de um grupo organizado.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nota afirmando que os alertas não transitaram pelos canais oficiais da plataforma técnica operada pela ABR Telecom. A Anatel está analisando a vulnerabilidade da infraestrutura e colaborará com a Polícia Federal nas investigações. Wolnei Wolff ressaltou que a suspeita recai sobre a própria plataforma da Defesa Civil nacional, indicando necessidade de reforço de segurança.
A invasão tem implicações políticas e operacionais. O governo federal enfrenta pressão para garantir a confiabilidade dos sistemas de alerta, essenciais em períodos de risco climático, como o inverno rigoroso no Sul e ondas de calor em outras regiões. A confiança da população no Cell Broadcast pode ser abalada, exigindo respostas rápidas das autoridades para evitar pânico em futuras emergências.
A Polícia Federal continuará a apurar a origem das mensagens e a Anatel avaliará medidas corretivas na plataforma da ABR Telecom. As investigações deverão concluir se houve falha de segurança interna ou exploração externa, e quais responsáveis serão identificados.
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